Nos dias 15 e 16 de maio, na Missão S.Pedro Apóstolo, Curitiba, as mulheres da DAC celebraram essas duas datas!
“ O Senhor Deus encheu meu coração de alegria; por causa do que ele fez, eu ando de cabeça erguida.” (1 Sam.2:1a) Esse foi o versículo motivador.
“Eu ando de cabeça erguida pelo poder e capacidade que vêm de Deus; pela integridade e fidelidade; pela esperança, oração, amizade, transparência e vocação divina; pela dedicação, teimosia e gratidão que há em mim”, declararam as mulheres que participaram, no último final de semana, dias 15 e 16 de maio, do Encontro de Mulheres da DAC.
Na liturgia de abertura, algumas pedras foram depositadas no chão, no centro da roda de mulheres. “Essas pedras são de lugares por onde caminhei. Elas são vida, são almas; cada uma delas tem uma história”, explicou a Revda. Carmen Etel.
“O desejo de fazer teologia ia ficando cada vez mais forte. Eu vou ficar bem quieta, e essa vontade vai passar. Mas ela não passou.” Esse foi parte do testemunho da Revda. Elisete que, pela manhã, partilhou acerca de seu chamado, sua vocação, crises, dificuldades, lembrando também pessoas que (algumas sem o saber) a ajudaram a reconhecer a voz e o chamado de Deus para o ministério ordenado.
“Espiritualidade é experimentar a solidão, a aridez e a sequidão; é desnudar-se diante de Deus, é ser comunidade. Espiritualidade é ter memória. Espiritualidade é a família, o olhar, o desejo de transformar, o jeito de se encarar a dor. Espiritualidade é acolher e ser acolhida. espiritualidade são os laços, as histórias(..)”. Esses foram os depoimentos de algumas mulheres, expressando-se acerca da espiritualidade, momento ricamente conduzido pela nossa querida irmã Suleni.
“Precisamos de homens e mulheres que caminhem e partilhem juntos. Homens e mulheres precisam um do outro,” lembrou a Revda. Odete em sua meditação, finalizando o encontro.
Assim foi o encontro: com Danças Circulares que trouxeram ainda mais beleza, leveza e espiritualidade; depoimentos, testemunhos, reflexão, meditação e oração.Bispo Clóvis e Suleni vieram de Florianópolis; Cristina e Marinez (representando a Umeab nacional) vieram da Diocese Sul Ocidental, além de irmãs da Missão S.Pedro (Cajuru) e outros que foram chegando de longe para a Celebração dos 25 Anos de Ordenação da revda. Carmen, no domingo.(por Selma Rosa)
Danças Circulares
No domingo, sob a presidência do Bispo Diocesano Dom Naudal, celebramos a Santa Eucaristia em ação de graças pelos 25 anos da ordenação feminina na IEAB e na América do Sul, e pelos 25 anos de ordenação da Revda. Côn. Carmen Etel Alves Gomes, pioneira nesses dois níveis. Em emocionante celebração, marcada pela adoração, louvor, ação de graças e testemunho, testemunho sobre a vida e vocação das mulheres ordenadas, principalmente da pioneira, Carmen Etel, e as demais da DAC, Maria das Graças e Elisete.
A celebração contou com muita simbologia e dança litúrgica no momento do “abraço da Paz”, que encantou e sensibilizou a todos.
No final, foi descerrada uma placa comemorativa, afixada no hall de entrada do templo da comunidade São Pedro, destacando a pioneira Carmen Etel, as demais reverendas da DAC e a missionária pioneira, enviada pelo Seminário de Virginia, em 1891, dioconisa Mary Packard, dando graças a Deus pelo ministério feminino, ordenado e laico, que tem sustentado a estrutura da Igreja e seu compromisso e fidelidade com a Missio Dei
Muitas mensagens foram recebidas por Carmen Etel e comunidade diocesana, da Sec. Geral, na pessoa do Rev. Côn. Francisco de Assis e de inúmeros reverendas e reverendos amigos e companheiros da Carmen Etel. Estiveram presentes na celebração representantes ecumênicos da CEFÚRIA e CEBI.
Leia o texto“AOSNOSSOSVENERÁVEISIDOSOSOUPROV ECTOS:PAIS, TIOS, AVÓS,BISAVÓS E TATARAVÓS,o nosso respeito e gratidão! “ escrito pelo Revdo. Côn. Cleny Vergara).
D.Naudal com o clero da DAP, partilhando o tema Missão
De 24 a 27 de abril, no mês do terceiro ano de sagração de Dom Renato, nosso bispo dioceseno visitou a DAP, participando de intensa programação. Foi pregador na belíssima e histórica Catedral do Redentor, cartão postal da cidade. Visitou a Paróquia da S.S. Trindade, participando do seu almoço mensal e do Festival de sons e tons na Paróquia do Divino Semeador. Esteve reunido com o clero em duas ocasiões, numa janta de confraternização e reunião para partilha sobre Missão. Além disso esteve presente junto ao trabalho social da Catedral, trabalho conhecido, como Pastoral da Gestante e do grupo de convivio e social chamado Abelhas que se reune semanalmente congragando paroquianas e amigas da igreja para convivio, artes e partilha. Reuniu-se ainda com o Secretariado do Cursilho da Cristandade em vista da participação de irmãos e irmãs da DAC no proximo encontro. Nossos irmãos da DAP foram convidados para as celebrações do 7º aniversário da nossa diocese e 58º aniversário de nossa Catedral. “foi uma bela, marcante e edificante experiência, onde se vive, se canta e se partilha concretamente a fé com entusiasmo e perseverança“ (Dom Naudal)
Coral Eunice Lamego 10º Festival Sons, Tons e Dons, na Paróquia do Divino Semeador
Grupo S. S.Trindade 10º Festival Sons, Tons e Dons
Ao ensejo das celebrações dos 120 anos de fundação da IEAB, cuja data comemoramos em 1º de Junho, quando os Reverendos Morris e Kinsolving celebraram o primeiro culto, na cidade de POA, a Catedral da Santíssima Trindade será instituida como CATEDRAL NACIONAL, no último domingo de Maio
CONVITE
O Revmo. Bispo Primaz da IEAB Dom Maurício Andrade, o Revmo. Bispo Diocesano da Diocese Meridional Dom Orlando Santos de Oliveira, a Revda. Deã Marinez Rosa dos Santos Bassotto e o Cabido da Igreja Catedral da Santíssima Trindade, tem a satisfação de convidar V.Sa. e Exma. Família para a Solene Celebração de Instituição da CATEDRAL DA SANTÍSSIMA TRINDADE como CATEDRAL NACIONAL DA IEAB no domingo 30 de maio de 2010, Domingo da Santíssima Trindade, às 18 horas,
na Rua dos Andradas n.º 880 – Centro, Porto Alegre.
Vossas orações são desejadas.
Vossa presença será motivo de grande alegria.
No mês de abril tivemos a terceira reunião da pastoral da família, o salão paroquial estava sem espaço para reunir famílias, amigos e simpatizantes da comunidade São Pedro.
Este encontro foiassessorado por Marco São Leão, que traz uma rica experiência do seu trabalho no Ministério Público. Nosso palestrante começou sua apresentação, ilustrando o tema relações Pais e Filhos, com aparábola do “Pai Misericordioso” mais conhecido como Filho Pródigo .Temos em baixo o resumo de sua palestra, suas palavras são como sementes de esperanças para todos os que o assistiram.
“Um dos desafios mais enriquecedores nesta caminhada é permitir que as diferentes leituras se entrelacem e se enriqueçam. Podemos ler a nossa Constituição Federal e seu artigo 226, quando exemplifica alguns tipos de família: aquela nossa velha conhecida, a formada pelo casamento; aquela ainda mais antiga (mas que parece tão atual), que é a família formada pela união estável, baseada na ética da lealdade, respeito, assistência, guarda, sustento e educação dos filhos (como está dito no artigo 1724 do nosso Código Civil); e a família mono parental, composta de um dos pais e respectivos filhos. Todas são reconhecidas como igualmente dignas de respeito e proteção, proibindo-se qualquer discriminação. Há famílias com filhos e sem filhos. Há quem queira ser família (namorados, uniões civis) e aqueles que talvez o sejam sem se darem conta (uniões livres). Em todas o que parece ser essencial é a postura inspiradora daquele pai maravilhoso, recebendo seu filho gastador e fazendo de tudo para que o irmão “certinho” aceitasse seu irmão pródigo. Aquele pai esqueceu as ofensas, a dor e a decepção e concentrou-se no que é essencial, o amor que forma e fundamenta a família. Tomara que a leitura desta parábola sempre ilumine nossa leitura da Constituição e das leis, para que descubramos qual é o coração de nossa família e reconheçamos todas as outras famílias - talvez tão diferentes das nossa - cujo coração também é abundante de amor”.
Marco São Leão -.(Membro da comunidade São Pedro Assessor da Pastoral da Família)
No domingo 18 de abril, foi um dia de festa para a comunidade São Pedro.
O bispo Diocesano Dom NaudalGomes na sua visita pastoral na comunidade,realizou três sacramentos: batismo, Confirmação(e Recepção)e Santa Comunhão.
As pessoas que foram recebidas nos sacramentos, já vinham de um engajamento com a vida comunitária, participando das pastorais, grupo de canto, retiro, estudos bíblicos, trabalhos nos encontrinhos de crianças.
Alias é bom lembrar segundo Leonardo Boff, quea palavra Sacramentum significava : “para os primeiros cristãos de fala latina exatamente engajamento e compromissosagrado. Engajamento de mudança de práxis. Conversão era antes de tudo engajamento mediante novas atitudes que dispunham os cristãos contra os status social do tempo : fazia-os subversivos dos valores religiosos pagãos, da adoração divina dos imperadores, da ética familiar vigente. Na Igreja primitiva só recebia o sacramento do batismo quem se comprometia ao engajamento (sacramentum) para o martírio. Expressava essa atitude comprometida , com o rito do batismo, da eucaristia, ou do matrimonio. Dessa forma se percebe segundo Leonardo Boff, que o sacramento significa a culminância de todo o processo de conversão,compromisso e de engajamento pela causa renovada e libertadora de Cristo.”(Os sacramentos da Vida e a Vida dos sacramentos)
Dessa maneira esperamos que essas nove pessoas que foram apresentadas ao rito de recepção/confirmação e as três crianças batizadas, continuem engajadas nessa caminhadacom Cristo Libertador, para que a comunidade São Pedro, cresça e se torne uma paróquia.Paróquia com crescimento quantitativo e qualitativo.
Paróquia cheia de vida, entusiasmada com as Boas Novas de Cristo !
“Ai Entristecemo-nos porque chegaram “ Cristianizam-nos . Mas nos fazem passar de um dono a outro como animais”.
“Eles nos ensinaram o medo, vieram fazer as flores murchar. Para que a sua flor vivesse, danificaram e engoliam anossa flor..”
Com esse poema , celebramos no domingo, 25 de abril, na comunidade São Pedroo Dia dos Povos indígenas.
Três representantesde povos diferentes estavam participando na comunidade São Pedro Apóstolo, Diana,João e Ayuari dos povos Guarani e Kaingang.
Nessa celebração, fizemos memória na homilia, da Conversão dos Indígenas, que se deu no bojo do projeto colônia. Infelizmente a religião cristã participou do projeto colonial. Implantou-se aqui o sistema eclesiástico colonial.
A Evangelização não se deu de forma de diálogo inter cultural. Mas significou uma implantação de um modelo diabólico com algumas exceções…
Todos os missionários, que chegaram ao Brasil, partiam de sua verdade , do pressuposto que o cristianismo era a única religião, verdadeira a religião dos índios seriam, falsas e vistas como obras de satanás.
Esses relatos são contados no livros de Leonardo Boff – Nova Evangelização Perspectiva do Oprimidos. Como também do livro Conversão dos cativos de vários autores entres eles Paulo Suess, José Oscar Beozzo.
Temos muito que aprender com esses povos, irmãos nossos. Essas historias nos desafiam a sairmos do nosso centro em movimento e busca de uma outra fonte de saber. Devemos aprender com essas culturas sobre a mãe terra que está sempre nos falando, e que devemos ficar em silêncio para escutá-la”.
Foi realizado mais um encontrinho de crianças ns S.J. Crisóstomo em Colombo, o segundo encontro do ano. Foi estudado e encenado o Evangelho da Ressurreição, muitas canções de crianças lembrando Jesus e seus Apóstolos foram ensinadas e dirigidas pelo Rev Negreli. Como sempre, orações, hinos e bênção preencheram a tarde das crianças que com alegria se reuniram. Não faltaram os doces, doações por Silvio e Anelise. Ajudaram no econtrinho: Silmara, Rev Roberto, Rev. Odilon, Sr. Arlindo, Dom Naudal e Jocelia.
Batizado da Brenda, filha do casal Andressa e Elvis, neta da querida irmã, que já está na casa do Senhor, Laura. Na foto a comunidade acolhe a Brenda
A comunidade São Pedro, viveu intensamente o período quaresmal, tempo de deserto, oração, renovação da caminhada junto com Deus.
Os quarenta dias, foram marcados, por várias programações, entre elas : reunião com a Umeab, encontrinho de crianças, cultos dedicados aos jovens,bênçãos nas casas,jantar na quinta feira Santa, seguido da Santa Ceia eRetiro na Sexta Feira Santa em Antonina.
Via –Sacra na Sexta feira Santa :
Realizamos a Via Sacra, no sitio do nosso amigo, Luiz Henrique, em Antonina. Nessebelo lugar,fizemos memória,da caminhada que realizam os peregrinos de Jerusalémque percorriam com emoção os caminhos seguidos pelo Cristo na sua paixão.
Há muitos séculos o povo cristão percorre, seguindo uma cruz e venerando as quatorze estações.
Fez-se breves meditações das dores de Jesus em cada estação, coordenada pelos participantes do retiro, da comunidade São Pedro e também pelo Bispo Diocesano Dom Naudal Gomes e Carmen Regina . Foram momentos de contemplação do mistério de amor e doação de Jesus.
Com Jesus revivemos, nesta Via Sacra , o seu caminho até a morte na Cruz, e renovamos nossa solidariedade com todas as pessoas que sofrem , passam fome, estão sem rumo na vida, são rejeitadas excluídas dos bens da criação.
E o nosso desejo que o Espírito da Via sacra nos fortifique nesse tempo de esperança, tempo de alegria, tempo pascal!
(veja também reflexão da quinta e décima estação da Via Sacra, dirigida por Marco Leão na página : Textos(reflexão e estudo).
Sábado Santo :
Aconteceu na região, nas comunidades São João Crisóstomo, e São Pedro, encontrinhos com crianças, e café da páscoa.
As crianças lembravam com alegria a ressurreição de Cristo, cantando belas melodias, e encenando a Páscoa.
Domingo de Páscoa:
Bem cedinho, foi preparado um café pascalna comunidade(São Pedro), e juntamente com crianças e adultos celebramos o Domingo de Páscoa Dia Feliz da Comunidade de Fé.
Após o Café Pascal, fomos celebrar a Ressurreição de Cristo, usandoa liturgia Anglicana e louvando a Cristo Ressuscitado, compoemas de Inês de França: .
“Cristo ressuscitou”
Cristo ressuscitou , aleluia!
Em manhas sem sol…
Diante da violência
Diante da fome..
Diante da Guerra…
Diante do desemprego…
Diante do sofrimento…
Diante da injustiça distribuição de terra
Diante das noites escuras da alma”… ( Poema de Inês de França.)
Queridos irmãos e irmãs reunidos na 7ª Assembléia Conciliar, na Catedral de São Tiago, em Curitiba,
Que a Graça e a Paz de Deus, nosso Pai e Mãe, do Seu Filho Jesus Cristo, nosso Salvador e do Espírito Santo, nosso auxiliador, defensor e guia, estejam conosco, hoje e sempre. Amém.
Desde novembro do ano passado, à luz da experiência da igreja diocesana, tenho refletido e pedido inspiração a Deus quanto a Palavra do Bispo à Diocese para este ano. Encontrei inspiração na Carta Paulina de 1ª Coríntios 13, no Evangelho de S. Lucas, 5. 1 -11 (é o texto motivador do trimestre missionário, nos lembra a missão de sermos “pescadores de gente”) e no exemplo do apóstolo Paulo, especialmente recordando sua paixão e ousadia na Missão.
Na Epístola (1ª Cor 13) recordamos a importância de três dons, a fé, a esperança e o amor. O maior dos dons, conclui o apóstolo, é o amor.
Quanto a esperança, devemos ter muito claro que, como dom, ela se fortalece e cresce na medida em que for utilizada, na medida em que se colocar a serviço. Nada tem a ver com atitude passiva, expectante, mas é viva, fundamentada no amor ilimitado e misericordioso de Jesus Cristo, que também é ativo, vem ao nosso encontro e ao encontro de toda a criação. Pensemos em situações bem concretas, diante da realidade em que vivemos e vive a maioria da população, violência, desemprego, fome, morte, escravidão (religiosa, social e cultural), como “plantar” sementes de esperança nos corações e vidas?
A Fé nos sustém, nos fortalece e impulsiona. Faz-nos seguir adiante, teimosamente, em nossa vocação de ser e viver comunidade, de sermos filhos e filhas de Deus, “seu Corpo Místico”, embora as adversidades, limitações e fragilidades. Exemplos como o de Abraão/Sara e familiares decidindo, apesar de tudo indicar que não daria certo, ouvir o “chamado e promessas de Deus” e “sair da sua terra…”. Exemplos como o do povo de Deus ao ver diante de si o Mar Vermelho e, em sua perseguição, o exército do faraó, diante disso a “palavra de Deus” foi: “diga ao povo que marche”, ou seja: “que continue adiante com fé!” Como a fé da jovem Maria, que assume sua vocação, destemidamente, reconhecendo, na sua fragilidade, a fortaleza de Deus que “sustém os seus”, exclamando: “aqui estou, que se faça em mim a tua vontade”. Exemplos como do Bispo Oscar Romero, de El Salvador, assassinado enquanto celebrava a eucaristia, numa capela, numa clínica de oncologia, cuja memória, vida e testemunho foram lembrados no dia 24 passado, simplesmente por sua fé inabalável, que o levou a amar, servir e testemunhar, profeticamente, com ousadia, a radicalidade do compromisso de seguir a Cristo. Exemplos de muitas outras santas e santos de Deus e de nossos pais e mães, que nos moveram e inseriram no caminho de servir a Cristo, através do ensino e testemunho da nossa igreja anglicana. Também a fé como dom deve estar a serviço, se não, de nada vale, conforme nos lembra São Tiago.
E o Amor, o “maior de todos os dons” (conforme São Paulo), permitam-se confundi-lo com “paixão”, pois vejo nele a força, o ímpeto, a ousadia, o “combustível” da esperança e da fé, que nos impulsiona a viver nossa vocação cristã, a servir, a testemunhar, a ser igreja peregrina, pois, “Igreja a gente vive com paixão, Igreja é o povo de Deus em Missão”, assim cantamos na bela canção do nosso irmão Xico Esvael.
O reverendo Calvani, em sua contribuição na reunião/retiro do clero diocesano, no inicio de 2009, renunciando a uma palestra teológica, animou e instou a todos nós a vivermos a Missão da Igreja e nossa vocação cristã, com “paixão”. Isso, considerando que todos nós conhecemos os princípios bíblicos/teológicos e os preceitos que fundamentam a Missão da Igreja, assim como a compreensão anglicana de missão. Considerando que o “ingrediente” que precisa ser acrescentado é a “paixão” o “amor”. Aquela paixão primeira que nos moveu e vocacionou, levando-nos às Ordens Sagradas. Afirmava nosso assessor: “Quando nos dispomos a redescobrir o amor inicial que nos motivou ao sacerdócio e ao ministério sagrado e deixamos que essa paixão cresça novamente em nós, certamente seremos mais ousados e criativos na comunicação do glorioso evangelho do Senhor”.
Também como mulheres e homens cristãos, todos nós, parte do Ministério de Todos os Cristãos, somos animados, desafiados, convocados a nos re-apaixonar pelo Evangelho. Paixão que nos leve à missão não como um fardo, uma carga pesada demais ou como mais um “programa” a executar, mas sim, a vivê-la com espontaneidade, alegria e ousadia (lembrando S. Paulo: “ai de mim se não anunciar o Evangelho”, “anunciar o evangelho a tempo e fora de tempo”, “para mim o viver é Cristo”, como diante do altar ao deus desconhecido, “é desse Deus que lhes quero falar”) Vejam ainda nosso compromisso batismal: “seguir a Cristo”, “Jesus Cristo é meu Salvador”, “renunciar ao mal”, “lutar pela justiça e dignidade de todas as pessoas”.
Na reunião do clero, realizada em fevereiro p.p., dentre os textos que lemos sobre as diversas experiências e reflexões sobre missão, conforme o apóstolo Paulo, um deles nos diz: “Ele (Paulo) era apaixonado pelo evangelho, e um apaixonado não mede esforços. É capaz de ir até o fim do mundo para alcançar o seu objetivo…” (Revista Vida Pastoral – E. Paulus – jan/fev 2010, p. 25).
A palavra paixão é também utilizada no meio secular, entendo que é para expressar “garra”, ousadia, iniciativa, criatividade, “vestir a camiseta”. Há poucos dias vi uma propaganda, na frente de um hotel, que dizia “Evoluindo com paixão!”. Como me chamou a atenção fui até a recepção para perguntar que reunião estava ocorrendo, para minha surpresa era um congresso dos proprietários, administradores, gerentes e funcionários de uma rede de hotel. Fiquei refletindo sobre isso. Para mim, é uma frase forte, me impacta! Isso reforçou meu desejo de que utilizemos essa palavrinha “paixão” como parte do nosso lema, moto para este ano de 2010.
Além disso, há poucos dias, um irmão, (re) entusiasmado pela missão, que está atualmente organizando um ponto missionário numa grande cidade, sugeria que acrescentássemos às nossas ênfases mensais a “paixão”. Março teria como moto: “cuidando da nossa juventude com paixão!”, abril, mês do companheirismo, “Paixão pelo companheirismo na missão!”, maio, mês da responsabilidade Cristã, “contribuindo para o sustento da igreja e cuidando da criação com paixão!”, junho, “evangelizando com paixão!”, julho, “celebrando com paixão!”, e assim sucessivamente.
Com esperança, fé e paixão proponho alguns desafios para 2010, além do que já foi planejado pelas comunidades, que são:
Que nosso trabalho tenha como primeiro e principal foco as crianças. Que elas sejam nossa preocupação constante, como nos ensina Jesus, em São Marcos 10. 13 – 16, e nossa opção estratégica de missão. Lembramos que a essa conclusão chegamos no Concilio Diocesano/2008. Em fase inicial ou já em andamento, algumas comunidades estão perseverando nesse caminho de missão. A história da nossa igreja registra muitos exemplos de vidas transformadas e comunidades que surgiram a partir desse trabalho.
Juventude. É fundamental que expressemos nossa preocupação com a juventude do nosso país para que tenham oportunidade de estudo, trabalho e lazer como parte da “face” profética da Missão. Por outro lado o cuidado pastoral, o cuidado com a fé, adoração e vida comunitária é fundamental e imprescindível até. Certamente que os jovens são parte da igreja hoje, mas são também os que nos sucederão na igreja futuramente, como estamos cuidando do futuro da nossa igreja? Cada comunidade, com nosso apoio, deverá definir, com criatividade e perseverança, o caminho de fortalecimento da Pastoral da Juventude.
Animado pelo irmão e amigo, Rev. Cônego Odilon, com as características que lhe são peculiares: ousadia, entusiasmo, ânimo missionário, sua enorme bagagem cultural, utilizada sempre com especial sabedoria. Lanço mão do desafio que ele expressou na reunião do Cabido da Catedral, qual seja: “vamos mudar os alicerces da Igreja, vamos colocar rodas e empurrá-la para onde estão as pessoas, para onde está o povo!” Uma igreja com rodas, sem alicerce fixo, é uma bela imagem que dá uma idéia daquilo que devemos ser e fazer quando lemos a Palavra de Deus, celebramos o sacramento, nos reunimos liturgicamente e nos comprometemos com nosso Deus. Uma igreja com rodas é meu desafio à comunidade diocesana, a cada comunidade, paróquia, missão ou ponto missionário.
Cursilho. Esse instrumento tem sido utilizado por várias dioceses e igrejas no Brasil e no mundo e, com exceções, tem fortalecido e (re) animado os cristãos para a Missão e Evangelização. Tem renovado a “paixão” pela missão e testemunho. Em nossa diocese temos muitos cursilhistas, está em nossas mãos reuni-los e engajá-los, ainda mais, na vida e missão da igreja. Quem sabe, após orações e leitura da palavra, como grupo de cursilhistas, possamos assumir o desafio, como existe em alguns sodalícios da nossa igreja, de “fazer um esforço semanal, como instrumento de Deus, buscando aproximar alguém de Cristo”.
“Igreja a gente vive com paixão Igreja é o povo de Deus em Missão!” (Xico Esvael)
“Lancem as redes… de agora em diante vocês serão pescadores de gente” (Lc 5. 1 – 11)
A Diocese Anglicana de Curitiba realizou a VII Reunião Conciliar, no último final de semana de março, sendo acolhida pela Catedral de São Tiago sob a liderança do Rev.Deão Flávio Irala. A abertura foi na noite do dia 26 de março com Celebração Eucarística presidida por D.Naudal A. Gomes, nosso diocesano o qual apresentou sua Carta Pastoral.
No sábado dia 27 , pela manhã os/as delegados/as juntamente com representantes da UMEAB e UJAB de algumas comunidades diocesanas, participaram do momento de estudo e reflexão sobre os temas: Liderança e Missão. Liderança foi assessorado pelo Psicológo Marcel Cezar Pereira, jovem paróquiano da Comunidade de São Pedro, bairro Cajuru em Curitiba.
Marcel Cezar
Já o tema Missão foi assessorado pelo revdo Paulo Roberto da Costa Duarte, atualmente pároco da Pároquia do Cristo Redentor em Araranguá/SC da Diocese Meridional(Porto Alegre) . O revdo trabalhou por alguns anos na área missionária noroeste da Diocese Sul-Ocidental(Sta Maria) e também residiu como missionário na Diocese do Uruguay, em Montevideo sendo o deão da Catedral desta cidade.
Foram dois momentos significativos para a motivação e reflexão de todos os presentes.
Revdo Paulo Roberto da Costa Duarte
Na tarde do sábado foram realizados estudos em grupos sobre os relatórios da Comissões Pastorais, os resultados foram apresentados em plenário. Encerramos o dia com as nomeações de secretarias e comissões diocesanas.