IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL

DIOCESE ANGLICANA DE CURITIBA

    “Estamos construindo uma grande Diocese…”

   Curitiba, 26 de Março de 2010.

  Domingo da Paixão

2010 com ESPERANÇA, FÉ e PAIXÃO.

Queridos irmãos e irmãs reunidos na 7ª Assembléia Conciliar, na Catedral de São Tiago, em Curitiba,

Que a Graça e a Paz de Deus, nosso Pai e Mãe, do Seu Filho Jesus Cristo, nosso Salvador e do Espírito Santo, nosso auxiliador, defensor e guia, estejam conosco, hoje e sempre. Amém.

Desde novembro do ano passado, à luz da experiência da igreja diocesana, tenho refletido e pedido inspiração a Deus quanto a Palavra do Bispo à Diocese para este ano. Encontrei inspiração na Carta Paulina de 1ª Coríntios 13, no Evangelho de S. Lucas, 5. 1 -11  (é o texto motivador do trimestre missionário, nos lembra a missão de sermos “pescadores de gente”) e no exemplo do apóstolo Paulo, especialmente recordando sua paixão e ousadia na Missão.

Na Epístola (1ª Cor 13) recordamos a importância de três dons, a fé, a esperança e o amor. O maior dos dons, conclui o apóstolo, é o amor.

Quanto a esperança, devemos ter muito claro que, como dom, ela se fortalece e cresce na medida em que for utilizada, na medida em que se colocar a serviço. Nada tem a ver com atitude passiva, expectante, mas é viva, fundamentada no amor ilimitado e misericordioso de Jesus Cristo, que também é ativo, vem ao nosso encontro e ao encontro de toda a criação. Pensemos em situações bem concretas, diante da realidade em que vivemos e vive a maioria da população, violência, desemprego, fome, morte, escravidão (religiosa, social e cultural), como “plantar” sementes de esperança nos corações e vidas?

A Fé nos sustém, nos fortalece e impulsiona. Faz-nos seguir adiante, teimosamente, em nossa vocação de ser e viver comunidade, de sermos filhos e filhas de Deus, “seu Corpo Místico”, embora as adversidades, limitações e fragilidades. Exemplos como o de Abraão/Sara e familiares decidindo, apesar de tudo indicar que não daria certo, ouvir o “chamado e promessas de Deus” e “sair da sua terra…”. Exemplos como o do povo de Deus ao ver diante de si o Mar Vermelho e, em sua perseguição, o exército do faraó, diante disso a “palavra de Deus” foi: “diga ao povo que marche”, ou seja: “que continue adiante com fé!” Como a fé da jovem Maria, que assume sua vocação, destemidamente, reconhecendo, na sua fragilidade, a fortaleza de Deus que “sustém os seus”, exclamando: “aqui estou, que se faça em mim a tua vontade”.  Exemplos como do Bispo Oscar Romero, de El Salvador, assassinado enquanto celebrava a eucaristia, numa capela, numa clínica de oncologia, cuja memória, vida e testemunho foram lembrados no dia 24 passado, simplesmente por sua fé inabalável, que o levou a amar, servir e testemunhar, profeticamente, com ousadia, a radicalidade  do compromisso de seguir a Cristo. Exemplos de muitas outras santas e santos de Deus e de nossos pais e mães, que nos moveram e inseriram no caminho de servir a Cristo, através do ensino e testemunho da nossa igreja anglicana. Também a fé como dom deve estar a serviço, se não, de nada vale, conforme nos lembra São Tiago.

E o Amor, o “maior de todos os dons” (conforme São Paulo), permitam-se confundi-lo com “paixão”, pois vejo nele a força, o ímpeto, a ousadia, o “combustível” da esperança e da fé, que nos impulsiona a viver nossa vocação cristã, a servir, a testemunhar, a ser igreja peregrina, pois, “Igreja a gente vive com paixão, Igreja é o povo de Deus em Missão”, assim cantamos na bela canção do nosso irmão Xico Esvael.

O reverendo Calvani, em sua contribuição na reunião/retiro do clero diocesano, no inicio de 2009, renunciando a uma palestra teológica, animou e instou a todos nós a vivermos a Missão da Igreja e nossa vocação cristã, com “paixão”. Isso, considerando que todos nós conhecemos os princípios bíblicos/teológicos e os preceitos que fundamentam a Missão da Igreja, assim como a compreensão anglicana de missão. Considerando que o “ingrediente” que precisa ser acrescentado é a “paixão” o “amor”. Aquela paixão primeira que nos moveu e vocacionou, levando-nos às Ordens Sagradas. Afirmava nosso assessor: “Quando nos dispomos a redescobrir o amor inicial que nos motivou ao sacerdócio e ao ministério sagrado e deixamos que essa paixão cresça novamente em nós, certamente seremos mais ousados e criativos na comunicação do glorioso evangelho do Senhor”.

Também como mulheres e homens cristãos, todos nós, parte do Ministério de Todos os Cristãos, somos animados, desafiados, convocados a nos re-apaixonar pelo Evangelho. Paixão que nos leve à missão não como um fardo, uma carga pesada demais ou como mais um “programa” a executar, mas sim, a vivê-la com espontaneidade, alegria e ousadia (lembrando S. Paulo: “ai de mim se não anunciar o Evangelho”, “anunciar o evangelho a tempo e fora de tempo”, “para mim o viver é Cristo”, como diante do altar ao deus desconhecido, “é desse Deus que lhes quero falar”) Vejam ainda nosso compromisso batismal: “seguir a Cristo”, “Jesus Cristo é meu Salvador”, “renunciar ao mal”, “lutar pela justiça e dignidade de todas as pessoas”.

Na reunião do clero, realizada em fevereiro p.p., dentre os textos que lemos sobre as diversas experiências e reflexões sobre missão, conforme o apóstolo Paulo, um deles nos diz: “Ele (Paulo) era apaixonado pelo evangelho, e um apaixonado não mede esforços. É capaz de ir até o fim do mundo para alcançar o seu objetivo…” (Revista Vida Pastoral – E. Paulus – jan/fev 2010, p. 25).

A palavra paixão é também utilizada no meio secular, entendo que é para expressar “garra”, ousadia, iniciativa, criatividade, “vestir a camiseta”. Há poucos dias vi uma propaganda, na frente de um hotel, que dizia “Evoluindo com paixão!”. Como me chamou a atenção fui até a recepção para perguntar que reunião estava ocorrendo, para minha surpresa era um congresso dos proprietários, administradores, gerentes e funcionários de uma rede de hotel. Fiquei refletindo sobre isso. Para mim, é uma frase forte, me impacta! Isso reforçou meu desejo de que utilizemos essa palavrinha “paixão” como parte do nosso lema, moto para este ano de 2010.

Além disso, há poucos dias, um irmão, (re) entusiasmado pela missão, que está atualmente organizando um ponto missionário numa grande cidade, sugeria que acrescentássemos às nossas ênfases mensais a “paixão”. Março teria como moto: “cuidando da nossa juventude com paixão!”, abril, mês do companheirismo, “Paixão pelo companheirismo na missão!”, maio, mês da responsabilidade Cristã, “contribuindo para o sustento da igreja e cuidando da criação com paixão!”, junho, “evangelizando com paixão!”, julho, “celebrando com paixão!”, e assim sucessivamente.

Com esperança, fé e paixão proponho alguns desafios para 2010, além do que já foi planejado pelas comunidades, que são:

  1. Que nosso trabalho tenha como primeiro e principal foco as crianças. Que elas sejam nossa preocupação constante, como nos ensina Jesus, em São Marcos 10. 13 – 16, e nossa opção estratégica de missão. Lembramos que a essa conclusão chegamos no Concilio Diocesano/2008. Em fase inicial ou já em andamento, algumas comunidades estão perseverando nesse caminho de missão. A história da nossa igreja registra muitos exemplos de vidas transformadas e comunidades que surgiram a partir desse trabalho.
  1. Juventude. É fundamental que expressemos nossa preocupação com a juventude do nosso país para que tenham oportunidade de estudo, trabalho e lazer como parte da “face” profética da Missão. Por outro lado o cuidado pastoral, o cuidado com a fé, adoração e vida comunitária é fundamental e imprescindível até. Certamente que os jovens são parte da igreja hoje, mas são também os que nos sucederão na igreja futuramente, como estamos cuidando do futuro da nossa igreja? Cada comunidade, com nosso apoio, deverá definir, com criatividade e perseverança, o caminho de fortalecimento da Pastoral da Juventude.
  1. Animado pelo irmão e amigo, Rev. Cônego Odilon, com as características que lhe são peculiares: ousadia, entusiasmo, ânimo missionário, sua enorme bagagem cultural, utilizada sempre com especial sabedoria. Lanço mão do desafio que ele expressou na reunião do Cabido da Catedral, qual seja: “vamos mudar os alicerces da Igreja, vamos colocar rodas e empurrá-la para onde estão as pessoas, para onde está o povo!” Uma igreja com rodas, sem alicerce fixo, é uma bela imagem que dá uma idéia daquilo que devemos ser e fazer quando lemos a Palavra de Deus, celebramos o sacramento, nos reunimos liturgicamente e nos comprometemos com nosso Deus. Uma igreja com rodas é meu desafio à comunidade diocesana, a cada comunidade, paróquia, missão ou ponto missionário.
  1. Cursilho. Esse instrumento tem sido utilizado por várias dioceses e igrejas no Brasil e no mundo e, com exceções, tem fortalecido e (re) animado os cristãos para a Missão e Evangelização. Tem renovado a “paixão” pela missão e testemunho. Em nossa diocese temos muitos cursilhistas, está em nossas mãos reuni-los e engajá-los, ainda mais, na vida e missão da igreja. Quem sabe, após orações e leitura da palavra, como grupo de cursilhistas, possamos assumir o desafio, como existe em alguns sodalícios da nossa igreja, de “fazer um esforço semanal, como instrumento de Deus, buscando aproximar alguém de Cristo”.

“Igreja a gente vive com paixão Igreja é o povo de Deus em Missão!” (Xico Esvael)

“Lancem as redes… de agora em diante vocês serão pescadores de gente” (Lc 5. 1 – 11)


+Naudal, Curitiba

Carta Pastoral à DAC, reunida em seu 6º Concilio Diocesano, na Paróquia de São Lucas/Cascavel, de 14 a 16 de novembro de 2008, sob o tema Missão e Responsabilidade Cristã.  

          

“Jesus disse para eles: sigam-me… eles deixaram imediatamente as redes, e seguiram a Jesus”. Mateus 4.18 – 25  (Próprios da Festa de Santo André).    

 

 1.      Em nome do Pai, nosso criador, em nome do Filho, nosso Salvador, em nome do Espírito Santo, sopro divino, advogado e guia. Amém.         

2.      Saudamos a comunidade diocesana reunida para mais uma assembléia, com alegria cristã, e na esperança de que tenhamos tempo de encontro, celebração e partilha, que nos renove e impulsione ao serviço do Senhor. Somos gratos à São Lucas que nos acolhe neste concilio diocesano. Usufruamos, pois, da hospitalidade e acolhida cristã destes irmãos e irmãs.

 3.      Continuamos tratando do tema Missão e Responsabilidade Cristã. É algo que faz parte da nossa natureza como igreja. Entretanto, precisamos avançar ainda mais na expressão e práxis dessa natureza, para que vivamos a missão à maneira de Deus e de seu Filho Jesus. “Missão é uma tarefa que recebemos para realizar”, concluiu uma irmã num dos encontros que estão sendo realizados em toda as comunidades da diocese. Sua origem está no próprio Deus, que chama, equipa, e envia. Deus é um Deus que “envia”. Chama e envia Abraão. Chama e envia Moisés. Chama e envia os profetas. “E, por último, enviou seu Filho amado”. E Ele, por sua vez, chama e envia apóstolos e apóstolas, como no texto do Evangelho de Mateus que lemos há pouco. Por que Deus chama? Qual a razão, objetivo do seu chamado? Deus chama e envia Abraão para ser uma bênção, para ser veículo da graça e da promessa de Deus, para sua própria descendência e para todos os povos. Multidões estavam sendo deslocadas de suas terras, viviam sem esperança e sonhos. A “imigração” de Abraão e sua família mostra que é possível ter esperança e sonho, por um “novo céu e uma nova terra”, onde pudessem ter um lugar para viver, produzir, alimentar e ver seus filhos crescerem com alegria e dignidade. Deus chama e envia Moisés por causa do povo sofrido e escravo no Egito. “Vi o sofrimento de meu povo, me compadeci e desci para libertá-lo. Vai e diz ao faraó que os liberte”. Deus enviou seu Filho, pois “amou o mundo de tal maneira que o enviou para a salvação de todo aquele que crê”. Aos discípulos, chamados, conforme o Evangelho de hoje, Jesus diz: “Sereis pescadores de homens a partir de agora”. E foram pelas cidades e povoados fazendo o bem, curando, libertando. O que é que movimenta Deus? Obviamente, seu grande amor por toda a criação e criaturas e a situação em que elas vivem. Seu amor o faz ver. Vendo, o faz agir. Assim é Deus. Assim é e age Jesus nos evangelhos. Assim são os apóstolos e apóstolas, discípulos e discípulas, ao serem enviados “ao mundo”. Assim agiu e procurou ser e viver a igreja cristã primitiva, conforme vemos nos Atos dos Apóstolos.

 4.      O encontro com Jesus, seu chamado, demanda decisão (largaram suas redes, seus barcos, deixaram seu pai)  e compromisso ( o seguiram), conforme o texto de Mateus 4. 18-25. No batismo, “fomos selados pelo Espírito Santo com o sinal da Cruz de Cristo”, o celebrante acrescenta: “És de Cristo para sempre”. Este encontro com Cristo e sua marca, sendo aceita por nós, e em todos os momentos que viemos à mesa da comunhão eucarística, renovamos este sinal de pertença a Cristo, somos de novo, chamados a tomar a decisão de segui-lo. E, em decidindo, nos comprometemos “a brilhar como luz no mundo, para a glória de Deus Pai”. Como e onde se manifesta essa luz? Ela se manifesta no mundo, através de gestos concretos que expressam o amor de Deus. No batismo somos convidados a renovar nossa fé. O fazemos utilizando a Aliança Batismal. E esta se refere, basicamente, a duas coisas: “seguir Jesus e lutar pela justiça e dignidade de todo o ser humano”.    

 

5.      Neste tempo e história da igreja diocesana, temos buscado animar a todos e todas para que percebamos nesses ensinamentos bíblicos e evangélicos,  como Deus é e age,  como Jesus foi, é e será, e como Deus continua a agir através de seu Espírito Santo. Colocando-nos a nós mesmos e a comunidade inteira, como “o Corpo místico de Cristo”, como veículo do amor de Deus. Percebendo que esse amor de Deus deve fluir em nós em favor do mundo, que é o sentido, a razão, o objeto do amor de Deus. Existimos, como gente que disse, diz e dirá sim a Deus, por causa deste bairro, desta cidade, deste país, dos pequeninos, abandonados, famintos, sofredores, enfermos, prisioneiros, que nesse contexto procuram sobreviver. Nosso desafio à comunidade diocesana é no sentido de que tudo o que temos, recursos humanos (as pessoas, os membros e amigos da comunidade), financeiros (nosso dinheiro), estruturais (templo, salão paroquial, terrenos), espirituais (nossa espiritualidade, nossas orações, nossa liturgia, os sacramentos), tudo tem que estar a serviço. Servir como expressão concreta do amor de Deus. Da mesma forma, nossa orientação aos clérigos é para que “olhem para fora” (para além das paredes do templo), pois são sacerdotes e pastores, não só da comunidade paroquial, mas do bairro onde ela se encontra. Para que olhem para a escola do seu bairro, para o hospital, para a associação, para o sindicato, os doentes, os dependentes, os solitários e deprimidos, os amedrontados pela violência e injustiça; para os famintos, para as mães solteiras, para os que precisam dos grupos de auto-ajuda como AA – Alcoólicos Anônimos,  NA – Narcóticos Anônimos, Amor Exigente etc. abrindo os espaços dos templos e salões paroquiais para que possam reunir-se. Todas as pessoas nessas situações e contextos são a razão e objetivo do Amor de Deus. E nós os veículos e instrumentos, os meios atuais e presentes da própria expressão desse amor, do Amor de Deus.

6.      Temos muitas barreiras a transpor para ser e viver uma igreja à maneira de Cristo, mas devemos e podemos superá-las. Paciência, perseverança, estudo bíblico, determinação, discussões, diálogo, planejamento, humildade, acolhida, respeito e comunhão tudo isso será importante e necessário. Há quem entenda que nossa vida comunitária não deva ir além dos cultos, que não precisa de mais nada. Com oração, estudo e reflexão, certamente poderemos superar essa visão. A Palavra de Deus certamente será uma grande aliada quando lemos “ide e fazei discípulos”; “de agora em diante serão pescadores de gente”; “o Espírito de Deus está sobre mim, pois me enviou para proclamar libertação e o ano da Graça de nosso Senhor”; “ide, eu vos envio”; “vocês são a luz do mundo, sal da terra” etc. Outros entendem que os salões paroquiais não podem ser utilizados a não ser somente pelos membros da igreja ou por outros em ocasiões eventuais. Esquecemo-nos que esse “ente” da estrutura física do nosso patrimônio é também um dom de Deus. E, se é dom, é presente de Deus. Assim compreendido deverá ser utilizado de tal forma que seja muito útil para expressar o próprio amor de Deus. Barreiras da acomodação, certamente que tudo o que se fizer a mais, além do culto, exigirá mais trabalho, preocupações, temores, mais custos: “Não podemos, não temos dinheiro, as contribuições não são suficientes”. O que realmente é feito para superar essa condição? Muitas barreiras são até justificáveis. Lembremos que Pedro, justificadamente, aproximou-se de Jesus e disse: “Não toma o caminho de Jerusalém”. Justificadamente, preocupou-se com Jesus, procurou dissuadi-lo da sua missão. Entretanto, Jesus lhe disse: “Afasta-te de mim, satanás”.  Ainda, atualmente, escutamos: “Não atendam mais essa gente, não vale a pena, não vai resolver nada”, ou: “Estão sujando ou estragando nosso espaço”, ou ainda: “Os vizinhos estão reclamando”, ou: “A policia vem aí, não vai ficar bem para a igreja”. Esquecemo-nos de que nada pode nos desviar da nossa vocação e compromisso com Jesus Cristo. Como igreja, somente saberemos o que Deus quer de nós olhando em nossa volta, para a nossa realidade, para o nosso mundo. Respondendo à pergunta, “por que estamos aqui, nesta cidade, neste bairro? Por que Deus nos colocou aqui? O que Ele quer de nós neste lugar? Nossa liturgia nos dá muitos subsídios e nos facilita nessa reflexão, ilumina nossa visão, alarga nosso coração, inspira-nos para o caminho da Missão.  Prepara-nos para ouvir com atenção, animação e entusiasmo a proclamação: “Ide, sede corajosos e fortes no testemunho do Evangelho entre todas as pessoas. Servi ao Senhor com alegria”. Amém.      

 Que Deus nos ajude e inspire para que assim seja. Amém.   

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