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A Paróquia São Lucas de Cascavel, promoveu neste sábado (25) mais um jantar, conforme sua programação anual. Como sempre o prato foi Yakissoba, que já se tornou tradicional, pois tem uma aceitação muito boa e é esperado com muita espectativa.

Além do sucesso entre os presentes, também contribuiu na unidade  e confraternização da comunidade Paroquial, expressado na alegria e doação do serviço. (Rev.Marialvo)

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CARTA PASTORAL – ELEIÇÕES 2010

    “Eis que eu sou contra os que profetizam sonhos mentirosos,Diz o Senhor, e os que contam, e com as suas mentiras e leviandades fazem errar o povo.”Jeremias 23,32    

 

    Vivemos mais um período eleitoral em nosso país. Há mais de duas décadas o povo brasileiro tem tido a possibilidade de eleger seus representantes. Com avanços consagrados na Constituição de 1988 e ao longo dos anos desde então, outras formas de participação popular se desenvolveram no monitoramento da atuação dos representantes e governantes, na decisão direta sobre temas polêmicos (através de plebiscitos ou referendos), e na concepção e implementação de políticas públicas (através de várias formas de consulta, fóruns e conselhos). As igrejas cristãs brasileiras tiveram uma contribuição importante neste processo, mesmo quando tal contribuição não se estendeu à maioria de seus membros. Através de seus meios institucionais de expressão da voz da igreja, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil tem sido parte integrante destas iniciativas, permanentemente. Somos uma Igreja presente e atuante, que apesar de ser uma pequena parcela do Corpo de Cristo em nosso país, tem tido o privilégio de contar com irmãos e irmãs, bispos, clérigos e leigos, comprometidos, conscientes e atuantes na busca da justiça, da paz e do amor que encarnam os principais valores do Reino de Deus.Este ano, elegeremos pessoas nos níveis federal e estadual, tanto na esfera executiva como legislativa. É hora de fazermos um balanço da atuação e das realizações dos que foram eleitos no último pleito. É hora de projetarmos nossas aspirações para o presente e o futuro e identificarmos responsavelmente aquelas forças políticas e pessoas que têm a credibilidade, a capacidade e o compromisso para viabilizar essas aspirações. O aperfeiçoamento democrático para o qual a Igreja tanto tem contribuído acaba de consagrar o instituto da idoneidade para os candidatos, através da chamada Ficha Limpa. Apesar de todas as conquistas das últimas décadas de vigência democrática, ainda há muito o que fazer para aproximar o que o país pode oferecer ao conjunto de seus cidadãos e cidadãs e o que de fato está a seu alcance, em termos de direitos, reconhecimento, bens e serviços. Não há democracia sólida sem justiça e liberdade para todos. Não há liberdade política autêntica sem palpáveis mudanças que permitam vida digna para todos. As eleições, sabidamente, não proporcionam respostas imediatas para essas questões, mas permitem duas coisas muito importantes: o debate público de temas, problemas e interesses que expresse a pluralidade de posições e mesmo os conflitos que marcam toda sociedade humana; e a escolha de projetos e pessoas cujas propostas e perfil se ajustem às aspirações da maioria.Ainda é muito forte em nosso país uma atitude que privilegia o debate e as escolhas ligadas ao poder executivo. As candidaturas presidenciais e para os governos estaduais tomam quase todo o tempo de discussão, e as legislativas são apresentadas mais em função do apoio dado aos candidatos ao executivo do que em termos das plataformas de atuação dos representantes no legislativo. Nossa Igreja gostaria de insistir com seus membros, neste pleito, que dêem a devida atenção aos dois processos: nossas escolhas para o executivo darão a direção geral que queremos para nosso país e nossos estados, mas são as escolhas para o legislativo que darão conteúdo e meios de viabilização dos projetos apresentados pelos candidatos à Presidência e ao Governo dos Estados. Lembremos que o poder legislativo é a instância originária das leis que devem ser cumpridas pelos agentes públicos. É preciso que usemos de sabedoria, responsabilidade e agudo senso de justiça e verdade para não perdermos a oportunidade de elegermos representantes que estejam à altura de nossos valores e desejos. Que recusemos as vantagens fáceis, os presentes, os apertos de mão sorridentes de pessoas que após eleitas já demonstraram que não cumprem seus compromissos. Apliquemos em nossas escolhas o critério da Ficha Limpa e evitemos reconduzir políticos que não foram sérios na gestão da coisa pública. Que saibamos discernir entre os novos candidatos e candidatas, aquelas pessoas que de fato possuem experiências de serviço à população, especialmente aos muitos pobres, marginalizados e vítimas de preconceito e discriminação.As eleições de 2010 são muito importantes como avaliação de um governo que serviu dois mandatos, no nível federal, dos governos estaduais que ora se encerram, mas também para avaliar a performance de nossos legisladores e legisladoras. Não percamos essa oportunidade que nossa matriz republicana nos oferece de selarmos nossa liberdade política com escolhas sérias e bem informadas. Leiamos, acompanhemos os debates, discutamos em nossas paróquias e missões, convidemos candidatos para debater conosco, de diferentes partidos e posições, sem pre-concepções. E decidamos de forma livre e responsável: o destino de milhões está ali, na ponta dos nossos dedos, na urna eletrônica. O voto é o único instrumento inalienável que temos para construir uma sociedade política madura e voltada para o bem comum.       Brasília, 16 de Setembro de 2010.        Dom Mauricio José Araujo de Andrade, Primaz, Brasília, DF

  Dom Jubal Pereira Neves, Santa Maria, RS

   Dom Orlando Santos de Oliveira, Porto Alegre, RS

 Dom Naudal Alves Gomes, Curitiba, PR

 Dom Sebastião Armando Gameleira Soares, Recife, PE

 Dom Filadelfo Oliveira Neto, Rio de Janeiro, RJ

Dom Saulo Mauricio de Barros, Belém, PA

  Dom Renato da Cruz Raatz, Pelotas, RS

Dom Roger Douglas Bird, São Paulo, SP

 Dom Clóvis Erly Rodrigues, Emérito

 Dom Almir dos Santos, Emérito Dom Glauco Soares de Lima, Emérito

  Dom Celso Franco de Oliveira,  Emérito      



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Revdo Anselmo e seu neto Felipe(Acólito)

“Nada poderá nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor.” (Romanos 8.31 – 39)

        É com grande pesar e tristeza que comunicamos o falecimento, no dia 09 de setembro, do nosso querido irmão Rev. Côn. Anselmo Stein. Apesar da dor que todos sentimos, seus familiares, seus amigos e irmãos na fé, trazemos a memória e colocamos diante de Deus nossas ações de graças pela vida, ministério, testemunho e pela família do Reverendo Anselmo.

          Ele, juntamente com seus queridos, especialmente com a muito presente e atuante companhia da Dona Josina, sua esposa, serviu ao Reino de Deus e sua Igreja em diferentes comunidades e dioceses de nossa Província, realizando um trabalho perseverante, fiel e determinado, trabalho do qual a igreja colheu e colhe ainda muitos frutos.

          Sua última paróquia foi a de São Lucas, em Londrina, onde vivia, atuava e freqüentava dominicalmente, mesmo aposentado, juntamente com D. Josina, com o Carlos seu filho que também reside em Londrina, sua nora Denise e seu neto Felipe, que é acólito na comunidade.  Ali, nas diversas visitas pastorais e convívios que Deus nos permitiu experimentar, ouvimos suas histórias e seu testemunho sobre a vida e a missão da Igreja que ele tanto amou.

          Que seu testemunho, sua paixão pelo ministério e missão da Igreja possa entusiasmar a muitos outros, homens e mulheres, clérigos e leigos, a viverem sua fé e vida com a compreensão de que quando gastamos a vida a favor do Reino e ministério da Igreja, expressamos nossa verdadeira compreensão da vida que é dom de Deus e para Ele a “devolvemos”, aos poucos, dia a dia, ano após ano.

          Vamos sentir saudades, mas vamos estar juntos sempre como parte da “comunhão dos Santos e santas”.

        ”Nós te damos graças porque tu o colocaste em nosso meio, da sua família e dos seus amigos, para que todos nós o conhecêssemos  e o amássemos como nosso companheiro nesta peregrinação terrena”. Sabemos que Anselmo descansou no Senhor.

          Que Deus dê da sua fortaleza e conforto para Dona Josina e para todos os demais familiares é nosso desejo e oração.

Em Cristo, nosso Senhor Ressuscitado,

+Naudal

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Revdo.Anselmo, Sra.Josina(esposa) e seus Filhos

Eduardo, Luis, Carlos e Márcia

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Pastoral da Família - Educação Cristã: Aprendendo a ser como esses pequeninos.

 

Nesta última sexta-feira, 27 de agosto de 2010, a Comunidade São Pedro Apóstolo teve a felicidade de mais uma vez se reunir e dedicar alguns momentos voltados para a reflexão sobre a família. As crianças Giovana Camila, Mariana e Davi receberam com alegria, de suas cadeirinhas, colos, carrinhos de bebê ou mesmo do chão (onde o pequeno Davi preferia ficar), os outros amigos da comunidade: Iracema, Reverenda Carmen, Camila, Mara, Clóvis, Diogo, Mário, Marco, e, com especial alegria, nossos queridos amigos Reverendo Odilon e Bispo Dom Naudal. E foi recordando o desafio oferecido pelo tema proposto (Educação Cristã) que o Reverendo Odilon iniciou sua palestra, deixando na memória e no coração da Comunidade a felicidade que ele, como pai, pode partilhar conosco. Perguntou se é possível cuidar mais da família ou mais da Igreja, se é concebível ser um excelente pastor e um péssimo pai? Lembrou-nos da necessidade de equilíbrio: não há verdadeira contradição entre família e Igreja, pois toda pastoral significa cuidar de si (ou seja, do Indivíduo), da Família, na qual este nasce e é nutrido, e dos Outros. As imagens que o Reverendo Odilon trouxe refletiam as belas parábolas do Senhor, imagens do pai do filho pródigo, que, “expectante e procurante”, não perdeu a esperança do retorno do filho e, de seu pórtico, procurava na estrada a figura de sua criança que retornava. Lembrou-nos a cena do filho bom e do filho mau, aquele que chamado pelo pai para o trabalho, negou-se a ir, mas, depois, refletindo, foi, enquanto seu irmão, que prontamente dissera ao pai que cumpriria a tarefa, não foi. O pai nas duas histórias ali estava para todos os seus filhos, para sempre uni-los no amor. Somos pais de nossos filhos e pai dos filhos dos outros, foi o que docemente nos lembrou o Reverendo Odilon, e, se derramarmos generosamente nosso amor sobre nossos filhos não deixaremos de amar todas as crianças e jovens como nossas próprias crianças e jovens. Este é o amor Ágape, o próprio amor de Deus que, “expectante e procurante”, pois tem esperança e sempre procura em nós o que há de melhor, cuida de todos seus filhos e filhas. Porque é em Deus que procuramos o espelho em que refletimos nossa imagem de pai: não chamamos Deus de Pai porque Ele se espelha em nossa humana vivência de pais, mas nos chamamos de pais, porque vemos em nosso amor por nossos filhos e filhas, um reflexo do Amor Ágape, do próprio Amor de Deus. E, se este Amor for amplo e generoso será como o amor de mãe, disse-nos o Reverendo Odilon, relembrando como em seu ministério a Reverenda Carmen nos rememora que o Amor de Deus é ricamente o Amor do Pai e da Mãe. Há dureza e aspereza na paternidade e na maternidade, tribulações, preocupações. É uma missão a nós confiada por Deus,que também, como Pai, sofre com a divisão de seus filhos e encontra Sua alegria na união destes filhos. Por isto, devemos pedir a Deus o auxílio para nossas dificuldades com os filhos, inclusive para que os pais vençam o temor de algum dia faltar a eles. Devemos também aprender a colocar nossos filhos nas Mãos de Deus, pois  nosso poder é limitado, mas Deus é Todo-Poderoso. O cuidar cristão, finalizou, é esta entrega dos filhos nas Mãos de Deus. O Bispo Dom Naudal também nos lembrou que uma das questões mais frequentes dos pais que trazem seus filhos para o batismo diz com a escolha da religião. Muitos preferem que seus filhos um dia, quem sabe, escolham sua religião. O Bispo Dom Naudal nos relembrou que tudo ensinamos às nossas crianças, que desenvolvem seus dons na convivência com os pais. Se é assim, por que não ensinarmos a fé em Deus, a fé cristã? Pois se não o fizermos a educação estará deficiente. Assim como nossas crianças aprendem a falar ouvindo-no a falar, também aprendem o caminho a Deus nos observando a rezar, por exemplo, antes das refeições, aprendem a amar a Bíblia ouvindo as histórias que lhes contamos. O Amor de Deus se torna visível no amor que damos aos filhos, nossos e dos outros. A Reverenda Carmen descreveu, por exemplo, como uma criança, bem menina ainda, em um encontro religioso orava por sabedoria, pelos seus pais, pelo caminho do bem, e Clóvis compartilhou como retomou o hábito das orações antes das refeições vendo como seu pequeno sobrinho também orava, dizendo “Deus, agradecemos pela comida. E também porque estamos com fome. Amém.” E assim é, educamos nossos filhos e somos surpreendidos pela pequena criança que sozinha tenta ler a Bíblia, que nos reensina a orar e que nos lembra que entregá-las nas Mãos de Deus é também ser levado pelas mãos por elas em direção ao Amor do Criador.

A Comunidade São Pedro Apóstolo agradece a bondosa presença do querido Reverendo Odilon, de nosso Bispo Dom Naudal e de todos os que estiveram em mais esse encontro da Pastoral da Família e que aprenderam, como nós, a se tornar um pouco mais como esses pequeninos.

(texto: Marco Aurelio S. Leão.Secretário do Conselho da Comunidade São Pedro)