Mais uma vez o  Revd.Côn. Cleny Vergara nos brinda com um texto, para nossa reflexão sobre Ministério e Igreja. Confira na página Textos(reflexão e estudo).



No domingo DIA DOS PAIS a Paróquia de São Lucas, em Londrina, ofereceu um Café da Manhã em homenagem aos pais.

Várias famílias da Comunidade estiveram presente, prestigiando esse momento. Após todos participaram da Celebração Dominical realizada às 10 horas.

Abaixo, segue algumas fotos:

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Revda Carmen Ete e Dom almir

 

Aconteceu em Porto Velho –RO, nos dias 21 a 25 de julho, o 12º. Intereclesial das CEBs. Mais de 3 mil  pessoas  de todo o Brasil e também representantes de quase todos os países onde a Floresta Amazônica está presente: Bolívia, Colômbia, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname , Venezuela. Além desses, Equador, Estados Unidos e Japão participaram desse grande Pentecostes da Igreja.

        Representantes de comunidades de estados distantes, como Santa Catarina ,Rio Grande do Sul, Paraná,  viajaram de ônibus, durante quatro dias. Essa peregrinação dos delegados regionais mostra, sem dúvida, que esse povo tem muita fé e acredita nas propostas e desafios que trazem as CEBs para a Ecologia e Missão.

        A celebração de abertura foi uma grande festa, com a participação dos indígenas e seus rituais, além de afro-descendentes de povos que expressaram a cultura do estado da Amazônia, Pará, Roraima, Rondônia, Acre, Amapá, Maranhão,Tocantins,Mato Grosso. Outros estados brasileiros também cantavam o canto que foi o lema do encontro: “Do ventre da Terra, O grito que Vem da Amazônia.“ Esse grito, como diz o próprio canto:Tá na opção pelos pobres/ Tá na defesa da vida/ é pela água / é pela terra/ Tá na missão.

        O Estado do Paraná esteve representado por três assessores, juntamente com os professores Jelson e Risoleta. Para nós foi um grande privilégio trabalhar junto com os povos da Amazônia e de tantas partes diferentes do Brasil, aprender com eles sobre as diferentes situações em que vivem, numa área de tanta riqueza e vasta biodiversidade, mas também de destruições. Também foi um momento de solidariedade com as comunidades que sofrem despejos de suas terras em virtude da construção de hidroelétricas. O povo de Rondônia, por exemplo, vive a eminência de ser desalojado, pela ganância de empresas nacionais e estrangeiras que encontram na Amazônia a oportunidade de lucrar, independente do que vá acontecer a milhares de famílias.

        Essa realidade da situação da Amazônia foi trabalhada pelos assessores de vários estados, sociólogos, teólogos, professores, agentes de pastorais. Os participantes foram divididos em doze rios, e depois em grupos menores chamados de canoas. A metodologia usada no encontro foi baseada no tripé: Ver, Julgar e Agir.      Visitamos várias regiões urbanas e rurais para constatar a realidade na qual vive o povo de Porto Velho e  distritos próximos. Nosso grupo viajou por mais de duas horas e teve a oportunidade de encontrar os que vivem à margem dos rios. As comunidades dos ribeirinhos realizaram uma verdadeira festa com a nossa chegada. Foi uma acolhida calorosa, com corais de crianças e encontros em diversos lugares, como escolas, comunidades, famílias. Foi possível perceber o medo desse povo com a chegada das hidroelétricas.

        Encontramos o nosso amigo, Bispo Almir dos Santos, que estava em visita à área  missionária do  Distrito Missionário do Oeste, em Ariquemens, onde a IEAB tem um profético trabalho realizado pelo Rev.Hugo.

        Um momento marcante desse encontro foi lembrança, com muita emoção, da  Irmã Doroty. Os amigos que trabalharam com ela mostraram um símbolo  que deixou uma triste memória dessa luta da missionária: uma porção de  terra  do local onde ela foi morta, misturada com o seu sangue derramado em defesa  da causa dos lavradores pobres da Amazônia, e sua luta contra os grileiros. Essa irmã desenvolveu uma consciência profética e  mística, comprometida com a Integridade da Criação.

        Nesse encontro nacional das CEBs pudemos aprender com os grupos e com o testemunho de fé de Marina Silva, mulher lutadora e profética; e com Leonardo Boff, teólogo que sempre revive em nós a vontade de lutar pelo cuidado da Mãe Terra.         Houve, lamentavelmente, contradições como, por exemplo, o desperdício de marmitex, a sobra de alimentos jogados fora, os papéis dos doces e copos descartáveis - distribuídos na celebração de abertura - jogados nos chão. Tais práticas mostraram como estamos longe ainda de viver uma verdadeira ecologia que faça justiça à criação, ao meio ambiente, ao nosso próximo e a nós mesmos. O cuidado pela criação e pela vida ainda deixaram muito a desejar. Contudo, o encontro serviu como um alerta e um desafio a todos os cristãos e cidadãos do mundo.

Carmen Etel, Revda.da DAC

Assessora da XII Intereclesial das CEBs

 

 cetel-e-boff.jpgRevda. Carmen e Leonardo Boff

 



Leia na página “Textos(reflexão e estudo)“  o texto de Jelson Oliveira na íntegra sobre o XII CEBs!

 

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