“Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens.
Essa luz brilha nas trevas, e as trevas não
conseguiram apagá-la” (João 1. 4-5)
Queridos irmãos e irmãs,
Paz e Bem!
Este é, como sempre, um tempo muito especial. Em meio ao estresse, normal e comum a quase todos, que marca o final do ano, vem ao mesmo tempo, revestido de um espírito especial que se manifesta em gestos bonitos, significativos e marcantes, de solidariedade, alegria e uma vontade imensa de ser presença positiva na vida de outrem. Um presentinho para a criança que escreveu para o “papai Noel”, uma cesta básica para aquele, quase anônimo, que cata produtos recicláveis, um cuidado especial para com aquela senhora idosa que pede ajuda nos semáforos, um cardápio especial para os “moradores de rua”… Isso tudo porque é NATAL! Porque comemoramos, de novo, com emoção e alegria, trazendo a memória que o Filho de Deus, Jesus o Salvador, é o Deus Emanuel! Nos alegramos e regozijamos porque Deus está entre nós!
Certamente, essas ações, são expressões dessa “luz que brilha nas trevas”, e, como é bom, como nos sentimos bem, quando podemos ser instrumento que possui essa luz, dádiva de Deus, e a deixamos fluir, “vencendo” as trevas.
Embora nossa humanidade e compreensão, muitas vezes tão limitada, do quão grandiosa é a missão de sermos “filhos da luz”, Deus nos quer e nos ama como filhos e filhas queridas. E nos convida para caminharmos com Ele, às vezes alquebrados, titubiantes, tristes, falhos, mas o convite persiste! Outras vezes com mais segurança, certeza, passos firmes, deixando fluir em e através de nós a “luz” da vida e do amor de Deus.
Coloquemo-nos nas mãos de Deus, humildemente, com o que somos e temos, independentemente do nosso momento, fragilidade ou fortaleza, Ele saberá, e sejamos verdadeiramente filhos e filhas de Deus, “iluminando as trevas” da dor, do sofrimento, e das injustiças!
Com meu abraço fraterno e bênção, seu servo e bispo diocesano,
+Naudal