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Relato de D. Naudal

Carmen Regina e eu vivemos extraordinária experiência e calorosa acolhida durante a semana que lá estivemos. De 12 a 19 de outubro, foi desenvolvida intensa programação, visitas às comunidades e projetos sociais, reuniões com diferentes segmentos da vida diocesana, participação no concílio da diocese,  tendo sido pregador na celebração de abertura. Em todos as reuniões e contatos tivemos oportunidade de falar sobre nossa diocese, nosso estado e capital. Todos, indistintamente, têm muita curiosidade e vontade de vir ao Brasil, conhecer-nos melhor. A mesma experiência viveu a Revda. Carmen Etel, coordenadora da Comissão de Companheirismo, quando durante três semanas visitou àquela diocese. Tanto na Conferência de Lambeth, quanto na Califórnia, vimos uma igreja forte, na fé, no testemunho cristão, audaz na profecia, bela e inspiradora nos seus ritos e celebrações, com numerosa membresia. Certamente retornamos renovados e mais entusiasmados ainda com a missão e projeto de Deus para nós, sua igreja. Orgulhamo-nos e emocionamo-nos por fazer parte dessa família, a família anglicana mundial, em que pese suas limitações e dificuldades. 

 

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Rev. Philip Getchel:

uma grata surpresa

Tivemos a grata surpresa e alegria de encontrar o rev. Philip Getchel, clérigo episcopal que, na década de 60/70, foi missionário no Brasil, tendo atuado no Oeste do nosso estado. Sediado em Toledo, ele chegou a atender 18 comunidades nas cidades vizinhas. Trabalhou também em Recife. No período da emancipação da igreja brasileira, ao perderem o sustento financeiro vindo da Igreja dos Estados Unidos, ele e sua esposa, para poderem continuar no Brasil, foram buscar sustento fora da igreja, continuando, entretanto, como missionários. Ele como instrutor num clube de golfe, e ela num hospital. Viveram o período do medo da ditadura, quando muitos amigos e irmãos ecumênicos foram presos e torturados, tempo de terror e desconfiança. Atualmente, ele trabalha na comunidade de Nossa Senhora de Guadalupe, na cidade de San José, na Califórnia. Por e-mail, enviou a mensagem: “Minha saudação fraterna ao povo do Paraná. Minha família toda tem saudades deles, nosso abraço a todos que conhecemos que ainda vivem, todos vivem em nossos corações. A Diocese é um sonho belo que está se realizando com a sua presença no estado, que sejam todos renovados na esperança. Abraços e orações para o senhor, sua família e diocese”.



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Sob o tema “Missão e Responsabilidade Cristã”, o  VI Concílio da Diocese Anglicana de Curitiba foi realizado na Paróquia de São Lucas, em Cascavel, de 13 a 16 de novembro passado. O rev. Luiz Caetano Grecco Teixeira, da DARJ (Diocese Anglicana do Rio de Janeiro), conduziu um estudo sobre o tema relacionando-o com a Diaconia. Para ele, “diaconia na Igreja é serviço à comunidade, serviço ao mundo e serviço aos pobres e necessitados. Ação diaconal é uma atitude da piedade e da espiritualidade. Inspira a ação social e não se limita ao serviço social.

Decisões conciliares
Dentre as decisões do concílio, presidido por dom Naudal Alves Gomes, destaca-se a aprovação da mudança do nome da diocese: de Diocese Anglicana de Curitiba (DAC) para Diocese Anglicana do Paraná (DAPAR). O novo nome agora será submetido, para homologação, ao Sínodo da IEAB, que se reunirá em julho de 2009. Outras decisões importantes: 1)  mudança da periodicidade dos concílios: de um ano para dois anos; 2) criação do Comitê de Gestão Administrativa e Financeira, para assessorar o Bispo e o Conselho Diocesano; avaliar e dar parecer sobre a realidade diocesana, suas finanças, sua administração e planejamento; 3) adoção da Planílha Financeira Única, que deverá ser preenchida e encaminhada à Tesouraria Diocesana por todas as comunidades.

Carta Pastoral
Na abertura, sexta-feira à noite, o concílio recebeu a carta pastoral do Bispo Diocesano. Falando sobre o tema da reunião conciliar, dom Naudal afirma que devemos nos colocar como veículos do amor de Deus, “percebendo que esse amor deve fluir em nós a favor do mundo, que é o sentido, a razão, o objeto do amor de Deus. Existimos como gente que disse, diz e dirá sim a Deus, por causa deste bairro, desta cidade, deste país, dos pequeninos, abandonados, famintos, sofredores, enfermos, prisioneiros, que neste contexto procuram sobreviver”. Para ele, todos os nossos recursos humanos, financeiros, estruturais e espirituais devem estar a serviço. “Temos muitas barreiras a transpor para ser e viver à maneira de Cristo, mas devemos e podemos superá-las. Paciência, perseverança, estudo bíblico, determinação, discussões, diálogo, planejamento, humildade acolhida, respeito e comunhão, tudo isso será importante e necessário”, acrescenta.

Ujab e Umeab
Durante a reunião conciliar, representações de jovens e de mulheres se reuniram à parte com seus respectivos coordenadores: o ministro-leigo Gregório de Oliveira (Ujab) e a postulante Selma Almeida Rosa (Umeab), juntamente com a professora Carmen Duarte Gomes. Os jovens criaram uma Rede de Coordenação Jovem, da qual fazem parte o próprio Gregório e mais Bruna e Jean Martins, de Marechal Rondon, Daniela Mendes e Jordana dos Santos, de Cascavel, e Wilson Thomazi, de Londrina. Já a Umeab decidiu promover o Encontro Diocesano de Mulheres, em Londrina, nos dias 1, 2 e 3 de maio, tendo como tema “Mulheres pela Paz”.  O objetivo do encontro é desencadear ações pela paz e também enfatizar as prioridades diocesanas. Pretende-se promover uma grande Marcha pela Paz, para a qual serão convidadas entidades femininas de toda a região.

Trabalho com crianças
Num momento de partilha de uma experiência local, a ministra-leiga Magali Mendes Takemura relatou sobre seu trabalho com as crianças em Maringá e Sarandi. Trabalho de cuja criação ela participou, no início do ano, juntamente com o rev. Riograndino Alves e sua filha Margot. Atualmente o trabalho tem cerca de 60 crianças, com presença garantida de 40 nas reuniões. Magali se emocionou e chorou ao abraçar o seu pároco e também a professora Hulda Rodrigues, com quem aprendeu a trabalhar com crianças, na Paróquia de São Lucas/Cascavel.

Diocese-companheira
O Concílio ouviu o relato do bispo Naudal sobre sua recente viagem, juntamente com Carmen Regina, sua esposa, à diocese-companheira da Califórnia e o da revda. Carmen Etel Gomes sobre sua experiência na Diocese de Olímpia, nos Estados Unidos, quando trabalhou junto à  comunidade hispânica, substituindo, por quatro meses, uma paróca que estava em férias sabáticas. O Bispo destacou o serviço de assistência social na paróquia de São Gregório de Nyssa, do qual chegou a participar. Já a revda. Carmen, que também esteve em São Francisco, à convite da comunidade, encantou-se com o trabalho ecumênico de apoio aos moradores de rua, chamado “Ministério da Noite”, do qual participou em uma madrugada, com o rev. Don Fox.
Nosso bispo relatou também seu encontro, na Califórnia, com o rev. Philip Getchel, que foi missionário anglicano no oeste do Paraná. O bispo relacionou o trabalho do missionário com a obra que se faz hoje em Sarandi.
 

Organização e encerramento
O concílio em Cascavel, organizado por um grande grupo de voluntários tendo à frente o rev. Marialvo Rodrigues e sua esposa, Hulda, foi encerrado no domingo com celebração eucarística, presidida por dom Naudal, tendo como pregador o ven. arcediago Flávio Irala, e a confirmação de dois novos membros da Paróquia de São Lucas: Luciane Sales e Aquelino Rech.
O próximo concílio será em 2010, na Catedral de São Tiago, em Curitiba.



 A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres/ Presidência da República iniciou, no último dia 31 de outubro, a Campanha Nacional Homens Unidos pelo Fim da Violência contra as Mulheres. A idéia é fazer com que os homens se conscientizem que a violência contra as mulheres constitui uma violação dos direitos humanos e se respalda nas desigualdades de gênero, impedindo, às mulheres, o acesso e o direito ao exercício pleno da cidadania. Se você é Homem, seja um cara legal! Assine e divulgue.
Se você é mulher, divulgue para que um número maior de Homens possa assinar.
Assine aqui! www.homenspelofimdaviolencia.com.brViolência contra as Mulheres: Vamos mudar esta face cruel da realidade!


Hanka Nogueira

Luz e Força

http://hankanogueira.blogspot.com/



 im000996-mec.jpgGrupo de Curitiba

Em oficinas de capacitação de líderes, educadores paranaenses buscam meios para melhorar a educação no Brasil por meio das Igrejas

Em encontro com cerca de 5 igrejas cristãs no último dia 11 em Curitiba, o Ministério da Educação lançou a cartilha do Plano de Mobilização de Igrejas Cristãs pela educação no Paraná. Estiveram presentes aproximadamente 50 pessoas de diferentes áreas da educação e de diferentes denominações religiosas com o objetivo de colaborar no aumento do IDEB (Índice da Educação Básica) até 2022. O eventou contou também com a participação de autoridades políticas e religiosas, como o padre Carlos Chequim da pastoral da educação da CNBB; o presidente do fórum dos conselhos estaduais de educação, Romeu de Miranda; o presidente da UNDIME, professor Carlos Sanches; o coordenador da MOVEC de Curitiba, padre James Dalalasta; o bispo da diocese Anglicana de Curitiba, dom Naudal Gomes e a assessora especial do ministro da educação Linda Goulart.A proposta das Igrejas Cristãs é trazer a família do aluno para dentro da escola e trabalhar, por meio das lideranças religiosas, junto com os pais o desenvolvimento da criança. “Não podemos sobrecarregar as famílias, mas traduzir para as famílias as diretrizes do PDE (Plano de Educação)”, disse a assessora Linda em oficina.Após a apresentação da cartilha, o MEC ofereceu oficinas de capacitação dos líderes para a implantação das diretrizes da Mobilização. Segundo Linda em apresentação, “atualmente as igrejas estão mais dentro das famílias do que a própria política, por isso é fundamental a participação das igrejas. Não precisamos usar recursos sofisticados, mas buscar atos que possam ser concretizados no cotidiano das pessoas. Os padres e pastores podem falar poucas palavras durante as missas e os cultos sobre a educação, saleantando os pais da importância em acompanhar o desenvolvimento dos seus filhos na escola. Este é um exemplo simples da participação da igreja na educação”.

Nas oficinas, os educadores se dividiram em pequenos grupos e apresentaram técnicas a serem usadas dentro das salas de aula. A cartilha exposta pelo MEC às igrejas é laica e pode ser trabalhada por qualquer pessoa cristã que está inserida nas atividades da educação. Em lançamento da cartilha, o professor Sanches, salientou aos participantes que a força da igreja nas famílias brasileiras é muito grande e se todos os cristãos abraçarem esta causa sanaremos pelo menos um pouco da dívida que temos com as crianças do nosso país. ( Elizabeth Osório)