| Por Francisco de Assis Silva | |
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Está se realizando em Porto Alegre, na sede provincial, a primeira oficina do Serviço de Apoio à Ação Diaconal (SAD), na região Sul. Com a presença de dois representantes de cada uma das três dioceses do Rio Grande do Sul, a oficina começou com celebração eucarística na qual os participantes foram desafiados e conjugar raízes com asas. O Rev. Ives Vergara, representante da Diocese Meridional, na reflexão durante a celebração de abertura, destacou o testemunho da mãe de Martin Luther King quando perguntada a respeito do que fizera para ter um filho tão comprometido com a justiça. Ela sem titubear respondeu que ensinara ele a ter raízes e asas. Assim, todos nós somos desafiados a termos nossas raízes na comunidade, na realidade mas ao mesmo tempo precisamos ousar e voar. A oficina se estenderá até o próximo domingo, e seu programa inclui preenchimento do banco de dados de iniciativas sociais, partilha de experiências diocesanas e lógica de PMA. A espiritualidade do evento está sendo conduzida pela Revda. Magda Guedes Pereira. A assessoria bíblico-teológica será feita pelo secretário-geral, Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva. A assessoria metodológica e de dados está a cargo de Mara Luz e de Marc Storms, A coordenação da oficina está sob a responsabilidade da Comissão de Diaconia Social da IEAB, liderada por Sandra Andrade. Esta oficina é parte do processo metodológico definido desde a Consulta de Ação Diaconal realizada em Brasilia, no ano passado, e que resultou na parceria entre a ERD (Episcopal Relief Development) e a IEAB. Essa parceria pretende criar em um ano e meio um Serviço de Apoio à Ação Diaconal que favoreça iniciativas de ação social em várias partes do Brasil. Esse apoio se dará no campo metodológico e na capacitação de agentes de ação diaconal em todas as dioceses. Além dessa etapa de Porto Alegre, haverá oficinas nas outras duas regiões eclesiásticas. Uma será em setembro no Rio de Janeiro - que atenderá a região central (DAC-DASP-DARJ) - e a outra será em novembro, em Brasília - que atenderá a região norte (DAB-DAR-DAA).
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(Por Onell A. Soto, Rapidísimas)
O cardeal Iván Días, prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, encabeçou a delegação dos convidados da Igreja Católica Romana na Conferência de Lambeth. “Eu vim pensando que ia ser um observador e me fizeram sentir um participante”, disse ele numa reunião. Havia 70 convidados ecumênicos líderes de religiões mundiais.
Pela primeira vez desde que começaram as conferências de Lambeth em 1867, um líder judaico falou aos bispos anglicanos reunidos em Cantuária. Sir Jonathan Sacks, rabino-chefe da Inglaterra, disse que “qualquer que seja a nossa fé, ou a falta dela, a fome dói, as enfermidades afligem, a pobreza desfigura nossa humanidade, e o ódio fere e mata”. Sacks sugeriu que as diferentes religiões devem ter como causa comum ajudar a um mundo que geme e que está dominado pela economia e política de uns poucos.
Os 640 bispos anglicanos (a maioria com esposas e maridos) empreenderam uma longa viagem para casa no final da Conferência em 3 de agosto. Muitos estavam bem cansados pela complicado calendário cheio de atividades, mas satisfeitos com a experiência de ter conhecido e partilhado a fé com irmãos e irmãs de outras partes do mundo. Nossa fé tem sido reforçada e nossa visão de mundo tremendamente ampliada, disse um relatório.
Desde o início se supôs que haveria muito poucas ocasiões para reuniões plenárias e que não haveria resoluções, apenas uma mensagem às igrejas e ao mundo. Isso fez com que o trabalho de grupo se intensificasse e o intercâmbio de idéias e opiniões se fortalecesse. Os bispos tiveram muitas oportunidades para a reflexão pessoal e comunitária, para os estudos bíblicos e o testemunho pessoal.
Todos os dias foi celebrada a Eucaristia e, conforme a tradição anglicana, as “horas canônicas” de oração matutina, vespertina e o serviço de completas antes do final do dia de trabalho.
As ameaças de divisões não desapareceram, mas agora há um novo espírito de companheirismo e boa vontade que já está dando seus frutos. No final da conferência foi emitida uma declaração como resumo dos temas abordados.
Durante a conferência, os bispos marcharam pelas ruas de Londres em testemunho de solidariedade com os países pobres com vistas ao cancelamento da dívida externa, visitaram os jardins do Palácio de Buckingham e foram saudados pela família real. Além disso, tiveram oportunidade para falar dos problemas do pós-colonialismo, da pobreza, da sexualidade humana, das relações ecumênicas e da identidade anglicana. Algo que os bispos não puderam esquecer foi o inesperado e ensurdecedor som dos alarmes, que acordou os residentes de um dormitório onde tiveram que se “vestir” de emergência à 1 hora da manhã e sair para a rua. Após 15 minutos de incerteza, soube-se que o sistema elétrico, como em qualquer país do Terceiro Mundo, teve uma pane devido a um torrencial aguaceiro.
Fortes abraços e o compromisso de orar uns pelos outros e continuar trabalhando na missão que Cristo confiou a eles marcaram o fim de outra Conferência de Lambeth. A próximo acontecerá no mesmo lugar em apenas dez anos, em 2018!
| Por Francisco de Assis Silva | |
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Por Francisco de Assis Silva |
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No dia 02 de agosto a Conferência experimentou seu penúltimo dia. Bispos e esposas estão agora naquilo que chamaríamos de costurar uma grande colcha de tantos retalhos e cores diferentes como é próprio da Comunhão. Todo o trabalho dos estudos bíblicos, dos grupos indaba, das plenárias, precisa agora ser pintado numa moldura que será a inspiração de toda a Igreja para a próxima década.
As mulheres apresentaram na plenária final de amanhã um belo trabalho de construção coletiva. Disseram claramente aos bispos, seus parceiros de caminhada, e à Igreja como um todo que elas querem e merecem fazer a diferença. Que elas querem a unidade da Igreja. Com certeza, cada esposa e esposo que participou destas três semanas de intensa agenda, não será mais a mesma. Elas construíram laços fortes e teceram sonhos juntas.Os bispos estão enviando uma mensagem ao mundo de que, apesar das diferenças, foram capazes de construir as bases para uma caminhada de diálogo. Foram inúmeros os consensos. Seja em torno da responsabilidade com a justiça e a integridade da Criação, seja na compreensão do ministério deles como líderes de uma Igreja diversa, foram capazes de construir uma fala de 37 páginas, sob o lema Reflexões sobre Lambeth 2008. Alguns dissensos não foram resolvidos. E continuarão a não ter uma solução simples, mas exigirá diálogo e disposição para estar no caminho. Esta é a Conferência da ausência de resoluções. Ninguém sairá do campus da Universidade de Kent afirmando que ganhou qualquer argumento. Que derrotou por votos a esta ou aquela resolução. A palavra final da Conferência é somente uma: precisamos continuar buscando a vontade de Deus. Alguns, é verdade, talvez desejassem outra solução mais definida, por exemplo, a respeito da sexualidade humana. Mas uma decisão dessa ordem, final, definitiva e irrevogável não seria um benefício para a Igreja como um todo.
Até porque a própria Conferência não tem um caráter legislativo. Os bispos não exercem sua autoridade à revelia das outras ordens da Igreja. A tradição anglicana aponta que um bispo exerce sua autoridade conciliarmente, onde a Igreja toda se faz representar. Uma fala sobremodo importante das esposas, através de uma entrevista dada pela Sra. Sandra Andrade ao Episcopal Life, resume bem o espirito da Conferência. Ao se referir sobre a importância dos estudos bíblicos durante a mesma, ela disse: “alí nós pudemos ouvir o que as outras pessoas estavam dizendo”. Isso, em outras palavras também foi dito pelo nosso Primaz, quando ressaltou que o retiro liderado pelo Arcebispo Rowan Williams foi um chamado a se ouvir uns aos outros. A Conferência encerrou a sua fase presencial. Mas ela continuará a ser presente em cada diocese e em cada Provincia da Comunhão. |



