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Tendo como objetivo geral o cuidado com a saúde integral do ser humano, membro da igreja ou não, em vista do seu equilíbrio físico, mental e espiritual para que, com autonomia e responsabilidade desenvolva relações saudáveis contribuindo na construção de uma sociedade e mundo melhores, foi organizado o Projeto Clínico Pastoral. Na celebração do sábado, dia 12, ocorrida às 19 horas, foram abençoados e consagradas as parceiras/os e voluntárias/os do projeto. Nessa mesma celebração, oramos em ação de graças pelo 14º aniversário de sagração episcopal do Bispo Diocesano Dom Naudal.

É uma ampliação do Projeto Emanuel – Deus está conosco! – que cuida dos moradores de rua, acolhendo-os, organizando círculos de conversa e cidadania, oferecendo alimentação, orientação e encaminhando-os aos órgãos de serviço conforme suas necessidades, banho, roupas, cuidado pastoral e espiritual que tem o apoio de várias voluntárias/os e da Pastoral do Povo da Rua da Igreja Católica Romana.

O Projeto Clínico Pastoral terá Grupos de Danças Circulares, atendimento psicológico, rodas de conversa, yoga e meditação, aulas de alongamento Lian Gong, Grupo de Terapia Comunitária, Acompanhamento e Aconselhamento Pastoral e Bênção da Saúde. Alguns serviços terão a contrapartida através de uma contribuição de acordo com a realidade sócio-econômica, contudo, todas as pessoas serão acolhidas e atendidas indistintamente.

 

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Proferiu aula inaugural, sábado, dia 12 de abril de 2014, dando início as atividades do NEA, da nossa Região Diocesana Leste, Dom Jubal Pereira Neves, Bispo Emérito da Diocese Sul-Ocidental (Santa Maria-RS), Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – 19ª Província da Comunhão Anglicana. O tema escolhido foi Bíblia. Dom Jubal discorreu sobre a centralidade da Bíblia para nós anglicanos, nosso jeito de ser e ler as Sagradas Escrituras. Baseou sua fala no texto do Bispo John Baycroft, do Livreto “o Jeito de Ser Anglicano”, amplamente distribuído em nossa diocese. Destacou ainda o consagrado método de leitura da Bíblia - “leitura orante da Bíblia”.

O Núcleo de Estudo Anglicanos – NEA - recebeu a proposta de denominar-se Dom Sumio Takatsu, ex Bispo da DASP, a qual nosso território diocesano pertenceu, por ser o teólogo referência para nossa igreja ainda hoje, numa homenagem póstuma a esse grande teólogo, biblista e liturgista da IEAB e exemplar servo do Senhor.

O Núcleo terá reunião mensal, nas comunidades São Tiago e São Pedro, alternadamente, com currículo baseado nos temas: Liturgia, Missão, Bíblia e Anglicanismo. Estará voltado para a formação contínua das lideranças clericais e laicas - ministros leigos, membros das Juntas e de outros grupos e ou sodalícios, e demais pessoas interessadas, da igreja ou não.

 

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Anglicanos e episcopais interessados ​​em evangelismo e crescimento da igreja agora tem um novo site onde podem encontrar os mais recentes recursos e exemplos de boas práticas.

anglicanwitness.org é descrito como “um centro de recursos para o crescimento da igreja, discipulado, ministério de juventude e infantil, e outras formas de evangelização.”

Foi construído pelo grupo central de Testemunho Anglicano: Iniciativa para o Evangelismo e Crescimento de Igreja, que diz o site “reúne anglicanos de todo o mundo para se comprometerem a fortalecer a evangelização nas comunidades, vendo igrejas crescer espiritualmente e numericamente na capacidade de envolver o conjunto da Criação de Deus com o amor de Cristo, e vendo o nome de Deus glorificado em cada experiência dia-a-dia.”

O Organizador do Núcleo do Grupo, Patrick Yu, Bispo de York para a Área de Scarborough e Bispo Auxiliar de Toronto, disse hoje, “desde o início [da iniciativa], os membros do núcleo central do grupo, nomeados a partir de todas as regiões da Comunhão, têm lutado para uma forma de animar e de oferecer recursos para o evangelismo, que é a primeira marca de vanguarda da missão.

“Por um lado, lutamos para definir o escopo do nosso mandato, com a ajuda do Conselho Consultivo Anglicano e seu Comitê Permanente, identificamos algumas prioridades: Discipulado, alcançando jovens e crianças, compartilhando notícias que incentivam e preocupações que convidam para a oração, com destaque para aqueles que ainda não chegaram, e a construção de uma base sólida de recursos de Evangelismo e Crescimento da Igreja a partir de uma perspectiva anglicana.

“Por outro lado, nós nos esforçamos para encontrar os meios mais eficazes para cumprir esse mandato. Para este fim, começou o ‘Testemunha 6.7’, um boletim de notícias que pode ser acessado ​​principalmente on line, nós começamos uma comunidade no Facebook, ‘Anglican Witness’, e nós temos um link no site do Escritório da Comunhão Anglicana”.

O site é o mais recente em recursos do núcleo central do grupo para ajudar as pessoas ao redor do mundo anglicano. O Bispo Yu salientou que ter um site separado não desconecta evangelismo e crescimento da igreja das outras marcas da missão. Pelo contrário, reflete a “Potencialmente vasta quantidade de informações e links que esta marca só irá envolver.”

O Diretor de Missão do Escritório da Comunhão Anglicana disse: “Este é um desenvolvimento interessante e eu gostaria de convidar os anglicanos e episcopais em todos os lugares para recomendar os recursos que existem lá no site, para além deste site, mantendo assim esta ferramenta atualizada e relevante para todos.”

“Sem dúvida, há muitos anglicanos/episcopais que não têm acesso à internet, mas também sabemos que a acessibilidade a internet e mídia social está crescendo, mesmo em remotas partes do mundo.”

 

Fonte: www.anglicannews.org



O Conselho Executivo do Sínodo (CEXEC), esteve reunido em Brasília, entre os dias 28-30 março, na Casa de Retiro do Instituto São Boaventura, para planejar e deliberar durante o atual interregno sinodal da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (2013-2017). Além das reuniões, destacamos primeiramente os devocionais ocorridos na Capela e os momentos de confraternização oferecidos pela Diocese de Anglicana de Brasília (DAB).

O CEXEC está sob a Presidência de Dom Francisco de Assis, sendo composto por integrantes (Bispos, Clérigos e Leigos) de 09 dioceses da IEAB, contando ainda com 03 suplentes e 02 membros ex-oficio,  a saber:

Dom Francisco de Assis

Primaz

Dom Maurício Andrade

DAB

Dom Flavio Irala

DASP

Dom Renato Raatz

DAP

Revdo. Paulo Duarte

DM

Revda. Ana Maria

DSO

Revdo. Marcos Barros

DAA

Daniele Alzeman

DARJ

Cláudio Martins de Sousa

DAR

Wesley Vergara

DAC

Revdo. João Peixoto (Supl.)

DAR

Revdo. Hugo Sanches (Supl.)

DMA

Sra. Ingrit Paiva (Supl.)

DMA

Sr. Fernando Luiz (Ex-Oficio)

Presidente Câmara de Clérigos e Leigos

Revdo. Arthur Cavalcante (Ex-Oficio)

Secretário Geral

 

Esteve presente uma Equipe de Apoio e Assessoria da Secretaria Geral: Sra. Silvia Fernandes (Gerência Financeira IEAB- Diocese Anglicana de São Paulo), Dra. Darlan Primo (Secretaria de Atas e Jurídico- Diocese Anglicana de Brasília) e Reverendo Denilson Olivato (Membro do GT Finanças da IEAB). O Secretário Geral Reverendo Arthur Cavalcante destacou o importantíssimo apoio articulado pela DAB, envolvendo leigos e clérigos diocesanos, para receber confortavelmente os membros do CEXEC.

Alguns itens da pauta que estiveram presentes na Reunião: Aprovação da Ata da Última Sessão do 32º Sínodo, Sistematização das Recomendações das Delegações Sinodais para os Cargos, Comissões e Grupos de Trabalho da IEAB, JUNET/CEA/INDABAS, FAPIEB, SADD, GT Juventude, Sustentabilidade Provincial, Livro de Oração Comum, Distrito Missionário Anglicano, Visita do Arcebispo de Cantuária (04-05 de setembro em São Paulo), Comissão Bilateral de Companheirismo IEAB & TEC, Comissão de Constituição e Cânones (Sínodo Constituinte 2015) e UMEAB. A Secretaria informa que as Atas das Reuniões do CEXEC com suas principais recomendações serão enviadas para os respectivos Conselhos Diocesanos.

Grande parte da Reunião foi destinada ao 32º Sínodo da IEAB. Divididos em 3 grupos, os conselheiros (as) puderam cuidadosamente  sistematizar as recomendações das delegações sinodais. Os grupos trabalharam 29 relatórios, organizaram e resumiram todos os pareceres.  Estes serão enviados para as Dioceses/Distritos (Conselhos Diocesanos) afim de elencarem as principias recomendações sinodais para a IEAB. O CEXEC exercerá o papel de acompanhar, monitorar e orientar a Secretaria Geral na condução dos trabalhos dos Cargos/Comissões/GT’s.

 

A Catedral Anglicana de Brasília acolheu a celebração de encerramento do Conselho Executivo, na qual possibilitou um contato dos membros com a comunidade local. Logo após foi oferecido um saboroso churrasco no Salão Paroquial.  Durante esse ano, o Conselho continuará suas reuniões através de conferências via skype, a cada 3 meses. A próxima reunião presencial do CEXEC está prevista para meados de março de 2015, na cidade de Pelotas.

 

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Ainda não completei 50 anos. Nasci dois anos após o golpe militar de 1964. Mas aquele golpe atingiu toda minha geração, além das gerações que nos precederam na oposição e que trazem ainda hoje as marcas físicas e emocionais de sua resistência ao totalitarismo.

 

A única memória concreta que tenho é de um episódio acontecido talvez em 1973 ou 74. Sei que foi em um destes anos por causa da escola na qual eu estudava com 7 ou 8 anos, ainda aprendendo a ler e a escrever. Um ruído diferente interrompeu a rotina das aulas vespertinas e um grupo de soldados (tinham, talvez entre 19 e 22 anos?) adentrou a sala e passou a revistar nossas mochilas. Estavam “cumprindo ordens” de alguns tresloucado superior. A professora ficou acuada e quieta no canto. Não sei o que procuravam. Mas lembro muito bem dos milicos fardados e empunhando orgulhosamente seus fuzis perante um grupo de crianças que mal saía das fraldas. Certamente ficamos com medo e intimidados. Hoje fico imaginando o que aconteceria se, por um deslize, descuido ou pressão psicológica, um dedo mal posicionado apertasse algum gatilho. Precisávamos daquela demonstração ou era simplesmente para amedrontar crianças que nem sabiam o que era comunismo?

 

Após a aula quando contei a meu avô o que acontecera, ele ficou indignado, e disse apenas: “cuidado… um dia você entenderá, quando tudo isso passar…”. Ele era funcionário administrativo de 3º. ou 4º. Escalão do DERMAT (Departamento de Estradas e Rodagens do antigo estado do Mato Grosso, antes da divisão territorial). Não cursara faculdade nem fazia parte de qualquer Partido Político da época. Era um “homem comum” que vivia no círculo “casa-trabalho-igreja”, com poucas excursões adicionais a outros círculos. O único ambiente “diferente” desse círculo ao qual me levava vez ou outra era o grupo DeMolay de uma loja maçônica da qual também se afastou mais ou menos na mesma época. Quando lhe perguntei porque não íamos mais à loja, sua resposta foi simples e curta: “tudo o que você aprendeu lá até agora será útil em sua vida, mas não confie mais nas pessoas que estão ali; elas estão comprometidas com os militares”. Anos mais tarde fiquei sabendo que as lojas maçônicas no Brasil nunca mais foram as mesmas após 1964. O golpe atingiu profundamente as lojas que se dividiram após episódios traumáticos de “irmãos” traindo e entregando outros à tortura (os maçons perseguidos geralmente eram profissionais liberais da imprensa – jornalistas – educação, advocacia ou homens ligados à cultura e às artes). A maioria das lojas consideradas de maioria “esquerdista” “abateram colunas” e muitos filhos-da-viúva perseguidos desistiram de plantar acácias nos mesmos orientes de seus delatores. E aquela instituição que já fora considerada baluarte na luta contra o absolutismo e a favor da democracia, tornou-se o oposto. Anos mais tarde, lendo “Brasil nunca mais”, “Inquisição sem fogueiras”, “Protestantismo e Repressão” e outros textos, descobri que muitas lideranças religiosas também traíram qual Judas, lavaram as mãos qual Pilatos ou literalmente perseguiram e torturaram os que estavam sob seus cuidados pastorais.

 

Militares… volta e meia esse termo era pronunciado em casa, com certo medo ou até sussurradamente. Meu avô falava muito pouco, a ponto de alguns parentes o apelidarem familiarmente de “Zacarias”, o pai de João Batista que ficou mudo. Talvez, exatamente por isso, quando falava, eu parava para ouvir. A única vez em que o vi falar publicamente foi em um culto de uma congregação presbiteriana. O pastor, por algum motivo estava ausente e ele, como presbítero (líder leigo), ficou encarregado de dirigir o culto e pronunciar o sermão. Creio que eu tinha não mais que 9 ou 10 anos, portanto em 1975 ou 1976. O culto foi dirigido com poucas palavras e uma certa sobriedade nos gestos. Meu avô não falava… apenas gesticulava indicando o momento para ficar em pé ou para se sentar. Lembro-me porém, de um detalhe inesquecível neste culto – seu sermão foi sobre a conversão do centurião Cornélio. Não tenho condições de recordar o conteúdo enfatizado, mas por algum motivo, lembro uma frase que se tornou alvo de polêmica posterior: “até os militares podem se converter!’.

 

Novamente o termo “militares”…. no mesmo domingo, retornando do culto e durante algumas semanas seguintes, ouvi minha avó reclamando que ele não deveria ter dito o que dissera porque era “perigoso”. O “sermão”, porém, não causou qualquer problema à nossa família, talvez porque a congregação era pequena, com poucos freqüentadores, e ainda no seu início, reunindo-se em uma sala alugada na Rua Calarge. Mudou várias vezes de lugar e atualmente é a 1ª Igreja Presbiteriana Independente de Campo Grande, MS. Mesmo não recordando o teor do sermão, ainda me pergunto: por que ele dissera algo considerado “perigoso” por minha avó? Militares não podiam se converter? Ou não precisavam se converter?

 

Aos poucos o substantivo “militar” e o adjetivo “perigoso” começaram a se fundir m minha tímida percepção de garoto. Meu avô tinha certas restrições a um de nossos parentes – um de meus tios que trabalhava no departamento de comunicação de uma companhia aérea já extinta, e que fazia “serviços extras” durante as madrugadas e com quem meu avô não queria muito contato. Por algum motivo ele era também “perigoso”. Algumas vezes, quando perguntava à sua esposa onde estava o “tio Celso”, ela simplesmente respondia: “está de plantão, fazendo uns “servicinhos extra, consertando cabos telefônicos”. Ele ainda está vivo, e hoje sei que era funcionário do SNI, encarregando de grampos e outras estratégias de espionagem. Vive recluso e o máximo que faz é jogar bozó e dominó com outros aposentados, e quando lhe perguntam algo sobre aquela época, simplesmente responde: “isso já passou”.

 

Tenho um amigo militar da reserva. Aposentado, ou como ele mesmo diz, “milico de pijama”. Por morarmos em condomínio, às vezes nos encontramos e eventualmente almoçamos juntos aos domingos. É um senhor já de certa idade, e pelo pouco que sei, no final dos anos 60 foi soldado, cabo e sargento, tornando-se oficial na 2ª metade dos anos 70, já no governo Geisel. Hoje é coronel aposentado. Gosta de Raquel Sheherazade. É “de direita”, como dizemos em nossos círculos. Respeito-o por sua idade, mas não deixo passar oportunidade para que ele saiba que sou, teoricamente, “de esquerda”. Curiosamente, ele toca violão muito e bem e sabe “de cor” a letra de “Caminhando e cantando”, “Apesar de você” e outras canções de resistência da época. Às vezes penso que ele está me testando, assim como também o testo ao tocar algumas canção da época. Mas nunca me deu motivos para ter ódio, raiva ou aversão a ele. Não sei qual foi sua atuação durante a ditadura nos anos 60 e 70, mas já confidenciou em algumas ocasiões que houve muitos exageros por parte do exército. A vida me ensinou que nem tudo é “preto e branco”. Há tons de cinzas e nuances degradês. Meu vizinho, pelo que conta, nascido em família pobre do interior, só tinha duas opções na vida: ser padre ou ser milico. Tornou-se milico. Se tivesse seguido o caminho religioso, talvez fosse hoje um bom colega no clero. Ou não?

 

Também tive paroquianos militares da reserva. Um deles, também coronel reformado, era homem extremamente sensível, daqueles que se emociona e chora durante o cântico de hinos ou em alguns momentos do sermão. Sempre solícito, prestativo e fiel à Igreja, também não gostava de falar de seus tempos de milico, e nunca reagiu negativamente aos sermões em que aproveitei para criticar o militarismo ou as forças armadas. Até mesmo participou de encenações amadoras da “Paixão de Cristo” na semana santa paroquial, mas no papel de “discípulo”, pois dizia não gostar de violência, e sempre que tocávamos em algum assunto referente ao golpe militar, ele dizia: “entendo o que o senhor fala, só espero que não esteja me dando indiretas, pois nunca concordei com certos exageros”.

 

Muitos militares que estavam na ativa nos anos 60 e 70 ainda estão por aí. Perigosos? Sinceramente, não sei, “o que andam suspirando pelas alcovas” (Chico Buarque). Em todo caso, acredito que qualquer pessoa armada - seja militar ou civil - sempre é um perigo.  Nós, clérigos e sacerdotes, sempre tentamos nos equilibrar entre o ministério profético e a compaixão pastoral – e sempre a exercitamos diante de pessoas idosas e atormentadas por culpas e pelos fantasmas de seu passado. Também nos esforçamos para cumprir nossos votos de ordenação, que implicam em acompanhar pastoralmente todas as pessoas – ricas ou pobres, jovens ou idosas – até a hora de sua morte.

 

Tal compromisso, porém, não pode ser tomado como desculpa para silenciar nosso próprio clamor e solidariedade a muitas pessoas de mais idade (e seus familiares) que sofreram torturas,violências diversas e que foram afrontadas em seus direitos humanos mais básicos. Nosso reconhecimento e gratidão a eles, elas e a seus familiares mais próximos são impossíveis de ser traduzidos em palavras. Muitas vezes evitamos mencionar tais episódios em sua presença, pois sabemos que sua dor física e existencial é imensurável, como também nossa gratidão por sua bravura. A resistência deles e delas, entre outras coisas, serviu para amenizar os coices do golpe militar de 50 anos atrás, que poderiam ter nos machucado com uma intensidade bem mais traumática que as dores que ainda nos ferem.

 

Se alguma coisa há a ser comemorada 50 anos depois de 1964, não é o golpe,  mas a resistência de muitos anivaldos, caetanos e leonildos, que ofereceram seus corpos em sacrifício para que os cassetetes, fuzis e tanques não nos assolassem. A eles e elas, minha sincera gratidão, e a certeza de que serão lembrados em ações de graças perante o altar na Semana Santa e no Domingo de Páscoa. Afinal, a tradição cristã nos lembra: “onde está, ó morte, a tua vitória?”. É tempo de agradecer e “esbanjar poesia” – não pelo golpe – mas por todas as pessoas que ofereceram resistência à morte e que, ressuscitados, continuam a nos encantar com suas histórias, ainda que seus corpos tragam as marcas da cruz.

 

Na semana santa de 2014, 50 anos depois de 1964, quando relembramos o julgamento injusto e desumano sofrido por Jesus Cristo, e a brutalidade militar e religiosa que o martirizou, é oportunidade de lembrar e agradecer pela resistência de muitos e de clamar para que o veneno desse cálice/cale-se amargo nunca mais se ofereça ao nosso povo.

 

Acabo de ouvir belo depoimento de Gilberto Gil em documentário, sobre a música “Cálice” (https://www.youtube.com/watch?v=8CnSiaP-jL4 ). Recomendo aos interessados pela densidade emocional, política e existencial do testemunho e da canção, e silenciosamente, elevo minha oração:

 

 

“Pai, afasta de mim esse cálice!”

O cálice amargo do totalitarismo, da brutalidade e da violência

O “Cale-se!” dos silêncios impostos por gritos ou palavras-de-ordem;

Os cálices preparados em coquetéis militares

E em cerimônias religiosas

Cujos venenos já foram alquimizados nos bastidores

Senhor, tem piedade de nós.

Cristo, tem piedade de nós…

Tem misericórdia, Senhor, dos que ainda sofrem a dor do golpe

Certamente, é dor imensurável

Afinal, “médice” a dor ???????

Como beber dessa bebida amarga?

como beber o cálice da censura política, cultural e religiosa?

como beber o cálice do escravizante poder das corporações econômicas?

como engolir o cálice da invisibilidade imposta a a gays e lébicas?

como restaurar o cálice quebrado ou sem-nada dos pobres?

como beber o cálice envenenado das políticas indigenistas?

ou o cálice evangélico que demoniza as religiões afro-brasileiras?

como beber o cálice solitário da velhice desamparada?

ou o cálice sangrento da violência doméstica?

como conviver com o cálice imperdoável dos abusos sexuais às crianças?

Afasta, Pai….

“De muito gorda a porca já não anda…”

Não permita, Pai, que nossas instituições engordem…

torne-as leves e dançarinas…

não permita que a gordura paralisante

atrofie as instituições políticas

e acomode as instituições religiosas

sobretudo, essas, que deveriam ser ágeis e translúcidas

Não permita, Pai, que a gordura da soberba e da prosperidade

enriqueça e ensoberbeça as igrejas

torna-as mais pobres, cada vez mais pobres

para que sejam leves

Preserva nossa memória para sempre reafirmar

o que não queremos e não merecemos:

Esses cálices amargos

E o “cale-se” que nós mesmos interiorizamos

Kyrie… afasta de nós esse cálice!

Eleison imas!

 

Por Carlos Eduardo Calvani



Há 50 anos, o Brasil foi capturado pela mais longa, mais cruel e mais tacanha ditadura de sua história.

Meio século é mais que suficiente tanto para aprendermos quanto para esquecermos muitas coisas.

É preciso escolher de que lado estamos diante dessas duas opções.

1ª. LIÇÃO: AQUELA FOI A PIOR DE TODAS AS DITADURAS

No período republicano, o Brasil teve duas ditaduras propriamente ditas. Além da de 1964, a de 1937, imposta por Getúlio Vargas e por ele apelidada de “Estado Novo”.

A ditadura de Vargas durou oito anos (1937 a 1945). A ditadura que começou em 1964 durou 21 anos.

Vargas e seu regime fizeram prender, torturar e desaparecer muita gente, mas não na escala do que ocorreu a partir de 1964.

Os torturadores do Estado Novo eram cruéis. Mas nada se compara em intensidade e em profissionalismo sádico ao que se vê nos relatos colhidos pelo projeto “Brasil, nunca mais” ou, mais recentemente, pela Comissão da Verdade.

Em qualquer aspecto, a ditadura de 1964 não tem paralelo.

2ª. lição: QUALIFICAR A DITADURA SÓ COMO “MILITAR” ESCAMOTEIA O PAPEL DOS CIVIS

Foram os militares que deram o golpe, que indicaram os presidentes, que comandaram o aparato repressivo e deram as ordens de caçar e exterminar grupos de esquerda.

Mas a ditadura não teria se instalado não fosse o apoio civil e também a ajuda externa do governo Kennedy.

O golpismo não tinha só tanques e fuzis. Tinha partidos direitosos; veículos de imprensa agressivos; empresários com ódio de sindicatos; fazendeiros armados contra Ligas Camponesas, religiosos anticomunistas. Todos tão ou mais golpistas que os militares.

Sem os civis, os militares não iriam longe. A ditadura foi tão civil quanto militar. Tinha seu partido da ordem; sua imprensa dócil e colaboradora; seus empresários prediletos; seus cardeais a perdoar pecados.

3ª. LIÇÃO: NÃO HOUVE REVOLUÇÃO, E SIM REAÇÃO, GOLPE E DITADURA

Ernesto Geisel (presidente de 1974 a 1979) disse a seu jornalista preferido e confidente, Elio Gaspari, em 1981:

“O que houve em 1964 não foi uma revolução. As revoluções fazem-se por uma ideia, em favor de uma doutrina. Nós simplesmente fizemos um movimento para derrubar João Goulart. Foi um movimento contra, e não por alguma coisa. Era contra a subversão, contra a corrupção. Em primeiro lugar, nem a subversão nem a corrupção acabam. Você pode reprimi-las, mas não as destruirá. Era algo destinado a corrigir, não a construir algo novo, e isso não é revolução”.

Quase ninguém usa mais o eufemismo “revolução” para se referir à ditadura, à exceção de alguns remanescentes da velha guarda golpista, que provavelmente ainda dormem de botinas, e alguns  desavisados, como o presidenciável Aécio Neves, que recentemente cometeu a gafe de chamar a ditadura de “revolução” (foi durante o 57º Congresso Estadual de Municípios de São Paulo, em abril de 2013).

Questionado depois por um jornal, deu uma aula sobre o uso criterioso de conceitos: “Ditadura, revolução, como quiserem”.

A ditadura foi uma reação ao governo do presidente João Goulart e à sua proposta de reformas de base: reforma agrária, política e fiscal.

4ª. LIÇÃO: A CORRUPÇÃO PROSPEROU MUITO NA DITADURA

Ditaduras são regimes corruptos por excelência. Corrupção acobertada pelo autoritarismo, pela ausência de mecanismos de controle, pela regra de que as autoridades podem tudo.

A ditadura foi pródiga em escândalos de corrupção, como o da Capemi, justo a Caixa de Pecúlio dos Militares. As grandes obras, ditas faraônicas, eram o paraíso do superfaturamento.

Também ficaram célebres o caso Lutfalla (envolvendo o ex-governador Paulo Maluf, aliás, ele próprio uma criação da ditadura) e o escândalo da Mandioca.

5ª. LIÇÃO: A DITADURA ACABOU, MAS AINDA TEM MUITO ENTULHO AUTORITÁRIO POR AÍ

O Brasil ainda tem uma polícia militar que segue regulamentos criados pela ditadura.

A Polícia Civil de S. Paulo, em outubro de 2013, enquadrou na Lei de Segurança Nacional (LSN) duas pessoas presas durante protestos.

A tortura ainda é uma realidade presente, basta lembrar o caso Amarildo.

Os corredores do Congresso ainda mostram um desfile de filhotes da ditadura – deputados e senadores que foram da velha Arena (Aliança Renovadora Nacional, que apoiava o regime).

6ª. LIÇÃO: BANALIZAR A DITADURA É ACENDER UMA VELA EM SUA HOMENAGEM

Há duas formas de se banalizar a ditadura. Uma é achar que ela não foi lá tão dura assim. A outra é chamar de ditadura a tudo o que se vê de errado pela frente.

O primeiro caso tem seu pior exemplo no uso do termo “ditabranda” no editorial da Folha de S. Paulo de 17 de fevereiro de 2009.

Para a Folha de S. Paulo, a última ditadura brasileira foi uma branda (“ditabranda”), se comparada à da Argentina e à chilena.

A ditadura brasileira de fato foi diferente da chilena e da argentina, mas nunca foi “branda”, como defende o jornal acusado de ter emprestado carros à Operação Bandeirantes, que caçava militantes de grupos de esquerda para serem presos e torturados.

Como disse a cientista política Maria Victoria Benevides, que infâmia é essa de chamar de brando um regime que prendeu, torturou, estuprou e assassinou?

A outra maneira de se banalizar a ditadura e de lhe render homenagens é não reconhecer as diferenças entre aquele regime e a atual democracia. Para alguns, qualquer coisa agora parece ditadura.

A proposta de lei antiterrorismo foi considerada uma recaída ditatorial do regime dos “comissários petistas” e mais dura que a LSN de 1969. Só que, para ser mais dura que a LSN de 1969, a proposta que tramita no Congresso deveria prever a prisão perpétua e a pena de morte.

O diplomata brasileiro que contrabandeou o senador boliviano Roger Pinto Molina para o Brasil comparou as condições da embaixada do Brasil na Bolívia à do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), a casa de tortura da ditadura.

Para se parecer com o DOI-CODI, a Embaixada brasileira em La Paz deveria estar aparelhada com pau de arara, latões para afogamento, cadeira do dragão (tipo de cadeira elétrica), palmatória etc.

Banalizar a ditadura é como acender uma vela de aniversário em sua homenagem.

7ª. LIÇÃO: JÁ PASSOU DA HORA DE PARAR COM AS HOMENAGENS OFICIAIS DE COMEMORAÇÃO DO GOLPE

Por muitos e muitos anos, os comandantes militares fizeram discursos no dia 31 de março em comemoração (isso mesmo) à “Revolução” de 1964.

A provocação oficial, em plena democracia, levou um cala-a-boca em 2011, primeiro ano da presidência Dilma. Neste mesmo ano também foi instituída a Comissão da Verdade.

A referência ao 31 de março foi inventada para evitar que a data de comemoração do golpe fosse o 1º. de abril – Dia da Mentira.

A justificativa é que, no dia 31, o general Olympio Mourão Filho, comandante da 4ª Região Militar, em Minas Gerais, começou a movimentar suas tropas em direção ao Rio de Janeiro.

Se é assim, a Independência do Brasil doravante deve ser comemorada no dia 14 de agosto, que foi a data em que o príncipe D. Pedro montou em seu cavalo para se deslocar do Rio de Janeiro para as margens do Ipiranga, no estado de São Paulo.

A palavra golpe tem esse nome por indicar a deposição de um governante do poder. No dia 1º. de abril, João Goulart, que estava no Rio de Janeiro, chegou a retornar para Brasília. Em seguida, foi para o Rio Grande do Sul e, depois, exilou-se no Uruguai  mas só em 4/4/1964. Que presidente é deposto e viaja para a capital um dia depois do golpe?

O Almanaque da Folha é um dos tantos que insistem na desinformação:
“31.mar.64 — O presidente da República, João Goulart, é deposto pelo golpe militar”. Entende-se. Afinal, trata-se do pessoal da ditabranda.

O que continua incompreensível é o livro “Os presidentes e a República”, editado pelo Arquivo Nacional, sob a chancela do Ministério da Justiça, trazer ainda a seguinte frase:

“Em 31 de março de 1964, o comandante da 4ª Região Militar, sediada em Juiz de Fora, Minas Gerais, iniciou a movimentação de tropas em direção ao Rio de Janeiro. A despeito de algumas tentativas de resistência, o presidente Goulart reconheceu a impossibilidade de oposição ao movimento militar que o destituiu”.

De novo, o conto da Carochinha do 31 de março.

Ainda mais incompreensível é o livro colocar as juntas militares de 1930 e de 1969 na lista dos presidentes da República.

A lista (errada) é reproduzida na própria página da Presidência da República como informação sobre os presidentes do Brasil.

Nem os membros das juntas esperavam tanto. A junta governativa de 1930 assinava seus atos riscando a expressão “Presidente da República”.

No caso da junta de 1969, o livro do Arquivo Nacional diz (p. 145) que o Ato Institucional nº. 12 (AI-12) “dava posse à junta militar” composta pelos ministros da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Ledo engano.

O AI-12, textualmente: “Confere aos Ministros da Marinha de Guerra, do Exército e da Aeronáutica Militar as funções exercidas pelo Presidente da República, Marechal Arthur da Costa e Silva, enquanto durar sua enfermidade”. Oficialmente, o presidente continuava sendo Costa e Silva.

Há outro problema. Uma lei da física, o famoso princípio da impenetrabilidade da matéria, diz que diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo – que dirá três corpos.

Não há como três chefes militares ocuparem o mesmo cargo de presidente da República. Que república no mundo tem três presidentes ao mesmo tempo?

O que os membros da Junta de 1969 fizeram foi exercer as funções do presidente, ou seja, tomar o controle do governo. O AI-14/1969 declarou o cargo oficialmente vago, quando a enfermidade de Costa e Silva mostrou-se irreversível.

Os três comandantes militares jamais imaginaram que um dia seriam listados em um capítulo à parte no panteão dos presidentes. A Junta ficaria certamente satisfeita com a homenagem honrosa e, definitivamente, imerecida.

Que história, afinal, estamos contando?

Uma história que ainda não faz sentido.

Uma história cujas lições ainda nos resta aprender.

 

por Antonio Lassance, em Carta Maior



1.     João 11,1-16: Uma chave para entender o sétimo sinal da ressurreição de Lázaro

Lázaro estava doente. As irmãs Marta e Maria mandam chamar Jesus: “Aquele a quem amas está doente!” (Jo 11,3.5). Jesus atende ao pedido e explica: “Essa doença não é mortal, mas é para a glória de Deus, para que por ela seja glorificado o Filho de  Deus!” (Jo 11,4). No Evangelho de João, a glorificação de Jesus acontece através da sua morte (Jo 12,23; 17,1). Uma das causas da sua condenação à morte vai ser a ressurreição de Lázaro (Jo 11,50; 12,10). Assim, o sétimo sinal vai ser para manifestar a glória de Deus (Jo 11,4). Os discípulos não entendem (Jo 11,6-8). Jesus fala da morte de Lázaro, e eles entendem que esteja falando do sono (Jo 11,11-15). Ainda não percebem a identidade de Jesus como vida e luz (Jo 11,9-10). Porém, mesmo sem entenderem, eles estão dispostos a ir morrer com ele (Jo 11,16). A doutrina deles é deficiente, mas a fé é correta.

 

2.     João 11,17-19: Jesus chega em Betânia

Lázaro está morto mesmo. Depois de quatro dias, a morte é absolutamente certa, o corpo entra em decomposição e já cheira mal (Jo 11,39). Muitos judeus estão na casa de Marta e Maria para consolá-las da perda do irmão. Os representantes da Antiga Aliança não trazem vida nova. Só consolam. Jesus é que vai trazer vida nova. Os judeus são os adversários que querem matar Jesus (Jo 10,31). As duas mulheres criaram um espaço novo de contato entre Jesus e seus adversários. Assim, de um lado, a ameaça de morte contra Jesus! De outro lado, Jesus chegando para vencer a morte! É neste contexto de conflito entre vida e morte que vai ser realizado o sétimo sinal.

 

3.     João 11,20-24: Encontro de Marta com Jesus - promessa de vida e de ressurreição

No encontro com Jesus, Marta diz que crê na ressurreição. Ela está dentro da cultura e da religião do povo do seu tempo. Os fariseus e a maioria do povo já acreditavam na ressurreição (At 23,6-10; Mc 12,18). Acreditavam, mas não a revelavam. Era fé na ressurreição no final dos tempos, e não na ressurreição presente na história, aqui e agora. Não renovava a vida. Faltava dar um salto. A vida nova da ressurreição só vai aparecer com Jesus.

 

4.     João 11,25-27: A revelação de Jesus provoca a profissão de fé

Jesus desafia Marta a dar este salto. Não basta crer na ressurreição que vai acontecer no final dos tempos, mas tem que crer que a ressurreição já está presente hoje na pessoa de Jesus e naqueles que acreditam em Jesus. Sobre eles a morte não tem mais nenhum poder, porque Jesus é a “ressurreição e a vida”. Então, Marta, mesmo sem ver o sinal concreto da ressurreição de Lázaro, confessa a sua fé: “Eu creio que tu és o Cristo, o filho de Deus que vem ao mundo”.

 

5.     João 11,28-31: O encontro de Maria com Jesus

Depois da profissão de fé, Marta vai chamar Maria, sua irmã. É o mesmo processo que já encontramos na chamada dos primeiros discípulos: encontrar, experimentar, partilhar, testemunhar, conduzir até Jesus. Maria vai ao encontro de Jesus, que continua no mesmo lugar onde Marta o tinha encontrado. Tal como a sabedoria, que se manifesta nas ruas e nas encruzilhadas (Pr 1,20-21), assim Jesus é encontrado no caminho fora do povoado. Hoje, tanta gente busca saídas para os problemas da sua vida nas ruas e nas encruzilhadas! João diz que os judeus acompanhavam Maria. Pensavam que ela fosse ao sepulcro do irmão. Eles só entendiam de morte, e não de vida!

 

6.     João 11,32-37: A resposta de Jesus

Maria repete a mesma frase de Marta: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido” (Jo 11,21). Ela chora, todos choram. Jesus se comove. Quando os pobres choram, Jesus se emociona e chora. Diante do choro de Jesus, os outros concluem: “Vede como ele o amava!” Esta é a característica das comunidades do Discípulo Amado: o amor mútuo entre Jesus e os membros da comunidade. Alguns ainda não acreditam e levantam dúvidas: “Esse que curou o cego, por que não impediu a morte de Lázaro?”

 

7.     João 11,38-40: Retirem a pedra!

Pela terceira vez, Jesus se comove (Jo 11,33.35.38). É assim que João acentua a humanidade de Jesus contra aqueles que, no fim do século I, espiritualizavam a fé e negavam a humanidade de Jesus. Jesus manda tirar a pedra. Marta reage: “Senhor, já cheira mal! É o quarto dia!” Novamente, Jesus a desafia, apelando para a fé na ressurreição, aqui e agora, como um sinal da glória de Deus: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?”

 

8.     João 11,41-44: A ressurreição de Lázaro

Retiraram a pedra. Diante do sepulcro aberto e diante da incredulidade das pessoas, Jesus se dirige ao Pai. Na sua prece, primeiro, faz ação de graças: “Pai, dou-te graças, porque me ouviste. Eu sabia que tu sempre me ouves!” O Pai de Jesus é o mesmo Deus que sempre escuta o grito do pobre (Ex 2,24: 3,7). Jesus conhece o Pai e confia nele. Mas agora ele pede um sinal por causa da multidão que o rodeia, para que possa acreditar que ele, Jesus, é o enviado do Pai. Em seguida, grita em alta voz: “Lázaro, vem para fora!” E Lázaro vem para fora. É o triunfo da vida sobre a morte, da fé sobre a incredulidade! Um agricultor do interior de Minas comentou: “A nós cabe retirar a pedra. E aí Deus ressuscita a comunidade. Tem gente que não quer tirar a pedra e, por isso a comunidade deles não tem vida!”

 

Fonte: www. cebi.org.br 



No dia 26 de março p.p., estiveram reunidos(as) os membros da Junta Nacional de Educação Teológica. O Revdo. Josué foi eleito no último Sínodo da IEAB para esta comissão. Na ocasião foram estudados os novos cânones aprovados para este órgão, a nova distribuição de funções, sendo o Revdo. Josué seu secretário, publicações, comissão de bolsas entre outros assuntos.

Além disso, foram certificados aqueles(as) que fizeram a capacitação em Educação à Distância junto ao Instituto Livramento, auspiciado pela JUNET, no ano de 2013, para contribuir com a Educação Teológica da IEAB nesta modalidade de ensino.



Dia 25 de março, p.p., em Porto Alegre, no Salão Paroquial da Catedral Nacional da SSma. Trindade, o Revdo. Josué Flores fez o lançamento de seu livro intitulado “A Maternidade de Deus em Juliana de Norwich”, no contexto de uma palestra sobre a Vida e Obra de Juliana de Norwich. Estiveram além de paroquianos da Catedral, os membros do Centro de Estudos Anglicanos. Após, a Catedral ofereceu um coquetel para os(as) convidados(as).

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