Pastoral da Família - Educação Cristã: Aprendendo a ser como esses pequeninos.

 

Nesta última sexta-feira, 27 de agosto de 2010, a Comunidade São Pedro Apóstolo teve a felicidade de mais uma vez se reunir e dedicar alguns momentos voltados para a reflexão sobre a família. As crianças Giovana Camila, Mariana e Davi receberam com alegria, de suas cadeirinhas, colos, carrinhos de bebê ou mesmo do chão (onde o pequeno Davi preferia ficar), os outros amigos da comunidade: Iracema, Reverenda Carmen, Camila, Mara, Clóvis, Diogo, Mário, Marco, e, com especial alegria, nossos queridos amigos Reverendo Odilon e Bispo Dom Naudal. E foi recordando o desafio oferecido pelo tema proposto (Educação Cristã) que o Reverendo Odilon iniciou sua palestra, deixando na memória e no coração da Comunidade a felicidade que ele, como pai, pode partilhar conosco. Perguntou se é possível cuidar mais da família ou mais da Igreja, se é concebível ser um excelente pastor e um péssimo pai? Lembrou-nos da necessidade de equilíbrio: não há verdadeira contradição entre família e Igreja, pois toda pastoral significa cuidar de si (ou seja, do Indivíduo), da Família, na qual este nasce e é nutrido, e dos Outros. As imagens que o Reverendo Odilon trouxe refletiam as belas parábolas do Senhor, imagens do pai do filho pródigo, que, “expectante e procurante”, não perdeu a esperança do retorno do filho e, de seu pórtico, procurava na estrada a figura de sua criança que retornava. Lembrou-nos a cena do filho bom e do filho mau, aquele que chamado pelo pai para o trabalho, negou-se a ir, mas, depois, refletindo, foi, enquanto seu irmão, que prontamente dissera ao pai que cumpriria a tarefa, não foi. O pai nas duas histórias ali estava para todos os seus filhos, para sempre uni-los no amor. Somos pais de nossos filhos e pai dos filhos dos outros, foi o que docemente nos lembrou o Reverendo Odilon, e, se derramarmos generosamente nosso amor sobre nossos filhos não deixaremos de amar todas as crianças e jovens como nossas próprias crianças e jovens. Este é o amor Ágape, o próprio amor de Deus que, “expectante e procurante”, pois tem esperança e sempre procura em nós o que há de melhor, cuida de todos seus filhos e filhas. Porque é em Deus que procuramos o espelho em que refletimos nossa imagem de pai: não chamamos Deus de Pai porque Ele se espelha em nossa humana vivência de pais, mas nos chamamos de pais, porque vemos em nosso amor por nossos filhos e filhas, um reflexo do Amor Ágape, do próprio Amor de Deus. E, se este Amor for amplo e generoso será como o amor de mãe, disse-nos o Reverendo Odilon, relembrando como em seu ministério a Reverenda Carmen nos rememora que o Amor de Deus é ricamente o Amor do Pai e da Mãe. Há dureza e aspereza na paternidade e na maternidade, tribulações, preocupações. É uma missão a nós confiada por Deus,que também, como Pai, sofre com a divisão de seus filhos e encontra Sua alegria na união destes filhos. Por isto, devemos pedir a Deus o auxílio para nossas dificuldades com os filhos, inclusive para que os pais vençam o temor de algum dia faltar a eles. Devemos também aprender a colocar nossos filhos nas Mãos de Deus, pois  nosso poder é limitado, mas Deus é Todo-Poderoso. O cuidar cristão, finalizou, é esta entrega dos filhos nas Mãos de Deus. O Bispo Dom Naudal também nos lembrou que uma das questões mais frequentes dos pais que trazem seus filhos para o batismo diz com a escolha da religião. Muitos preferem que seus filhos um dia, quem sabe, escolham sua religião. O Bispo Dom Naudal nos relembrou que tudo ensinamos às nossas crianças, que desenvolvem seus dons na convivência com os pais. Se é assim, por que não ensinarmos a fé em Deus, a fé cristã? Pois se não o fizermos a educação estará deficiente. Assim como nossas crianças aprendem a falar ouvindo-no a falar, também aprendem o caminho a Deus nos observando a rezar, por exemplo, antes das refeições, aprendem a amar a Bíblia ouvindo as histórias que lhes contamos. O Amor de Deus se torna visível no amor que damos aos filhos, nossos e dos outros. A Reverenda Carmen descreveu, por exemplo, como uma criança, bem menina ainda, em um encontro religioso orava por sabedoria, pelos seus pais, pelo caminho do bem, e Clóvis compartilhou como retomou o hábito das orações antes das refeições vendo como seu pequeno sobrinho também orava, dizendo “Deus, agradecemos pela comida. E também porque estamos com fome. Amém.” E assim é, educamos nossos filhos e somos surpreendidos pela pequena criança que sozinha tenta ler a Bíblia, que nos reensina a orar e que nos lembra que entregá-las nas Mãos de Deus é também ser levado pelas mãos por elas em direção ao Amor do Criador.

A Comunidade São Pedro Apóstolo agradece a bondosa presença do querido Reverendo Odilon, de nosso Bispo Dom Naudal e de todos os que estiveram em mais esse encontro da Pastoral da Família e que aprenderam, como nós, a se tornar um pouco mais como esses pequeninos.

(texto: Marco Aurelio S. Leão.Secretário do Conselho da Comunidade São Pedro)



Leia na íntegra o texto escrito pelo Rev.Côn. Cleny Vergara na pág do site: Textos(reflexão e estudo)



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Cumprindo Agenda Diocesana, Dom Naudal, acompanhado do Rev. Negreli fez sua visita pastoral a Paróquia São Lucas de Cascavel. Sábado 31 no período da manhã foram feitas visitas a paroquianos e familiares. A tarde visitou enfermos em Hospital da cidade, orando,  impetrando a bênção da saúde e levando consolo aos familiares.

Na celebração das 19:30 também realizou-se culto em memória pelo falecimento dia 22/07/2010 de nossa irmã Marli Winck Iijima, que deixou o esposo Vitório e as filhas Daniele e Rafaela.(Rev.Marialvo Rodrigues)

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Bispa Nerva (ao centro) e Bispa Katerine com as clérigas das diversas Províncias Anglicanas

Havana, segunda-feira, 12 de julho de 2010 (ALC) - Embora sofrendo de anemia, faleceu repentinamente, no sábado, 10, nesta capital, a bispa Nerva Cot Aguilera, aos 71 anos de idade. Ela foi a primeira bispa ordenada da Igreja Episcopal Anglicana na América Latina e no Caribe.

Nerva ingressou no ministério em 1986 e pertenceu a uma família consagrada à igreja. Juan Ramón de La Paz, seu marido, é deão da catedral de Havana; dois de seus filhos são presbíteros da igreja.

A filha Marinela de La Paz Cot, presbítera, cursou doutorado nas Faculdades EST, em São Leopoldo. Ela apresentou defesa de tese no dia 26 de março de 2009, que foi acompanhada pela mãe.

“Ela foi uma amiga e colega, e eu sei que a igreja de Cuba vai sentir falta dos dons que ela ofereceu”, declarou a bispa Jefferts Schori, da Igreja Episcopal dos Estados Unidos, referindo-se à bispa Cot.
Quando no Brasil, no ano passado, Nerva concedeu entrevista apontando, então, como maior desafio da igreja cubana “capacitar os  seus membros de modo que possam visualizar a ação de Deus em seus respectivos contextos e compreender a maneira como Deus vai operando as transformações no interior da nossa sociedade. Precisamos caminhar junto ao povo para tornar nossa sociedade mais humana”.

Ela defendeu o desbloqueio de mentes sobre conceitos tradicionais teológicos para “assumir um Deus que nos oferece a liberdade para humanizar a realidade e empreender as tarefas para preservar o meio ambiente e toda a Criação”.

Nerva Cot representou um símbolo de abertura para mulheres ao ministério pastoral e que se sentem capacitadas para este trabalho. “Nesse sentido, a minha ordenação motivou as mulheres a buscarem seu
espaço na Igreja”, disse.(fonte ALC)

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D. Jubal Neves e RevdaCarmen Etel, representantes da  IEAB, por ocasião da Sagração da Bispa Nerva



 No dia 26 de junho a partir das 16 horas aconteceu na Missão São Pedro Apóstolo a primeira festa junina (1° Arraiá da São Pedro), promovida pela juventude juntamente com o Conselho da Missão. A festa foi muito alegre, pois todas as pessoas que trabalharam colocaram seus dons a serviço  “com-unidade” , esta foi transmitida a todos que compareceram e também nos trouxeram a sua alegria e dedicação pela causa do Evangelho de Cristo e da Igreja.

Foi uma tarde que deixou um “gostinho” de quero mais para as crianças, jovens e adultos que dançaram, brincaram, confraternizaram e partilharam ricos momentos como irmãos e irmãs em Cristo. Muitos estavam usando roupas típicas de arraiais e contamos ainda, com a sonoplastia do jovem João que animou a toda a festa.

Obrigado a todos pela participação deste evento.  Ano que vem haverá mais “Arraiá” e em breve acontecerá outros eventos culturais em nossa Missão onde todos serão convidados e é sempre um prazer imenso tê-los em nossa companhia. (Gregório Oliveira-Ministro Leigo)

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No final de semana, de 25 a 27 de junho, nosso bispo diocesano visitou a Região norte da DAC, acompanhado do revdo Roberto Negreli.

Na sexta-feira, realizou a sua primeira visita ao Ponto de Evangelização em Tâmara.  Desde o mês de maio estamos celebrando nesta cidade, nos reunindo nas casas das famílias acompanhados do Acólito Alexander Maciel.  Neste local,  D. Naudal pregou, celebrou e presidiu o Rito do Santo Batismo da Sra. Iracema Maciel.

 

No sábado estivemos em Maringá, visitando paroquianos, orando junto e levando a Comunhão a doentes.  Na Celebração foram recebidos na Comunhão da Igreja a família Vieira, sendo o Sr. Jacques, Leocádia e Jacques Júnior.

 

No domingo, na Paróquia de São Lucas, Londrina foi realizada  celebração  Dedicada às Famílias. Várias pessoas atenderam o convite e vieram participar,  recebendo no final da Celebração a Bênção de Envio proferida por D. Naudal, que também presidiu a Santa Comunhão e a meditação.

Foram recebidos na Comunhão da Igreja neste domingo Alexander Maciel, Érica, Góes e Odete Líber Adriano.

 

Somos gratos a Deus por estes irmãos e irmãs que caminham conosco partilhando seus dons e nos encorajam a sempre viver a o Reino com Paixão.

 

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 D. Naudal, Rev. Roberto e Revda Magda(Tamarana)

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D.Naudal, Sra Iracema e Alex (Tamarana)

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Batismo Iracema

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Família Confirmada na Igreja -  Missão do Espírito Santo em Maringá

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Eucarístia na Missão do Espírito Santo

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Comunidade presente na Celebração

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 D.Naudal na Paróquia de São Lucas - Londrina

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Painel com nomes das Famílias

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Momento da Comunhão 

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D. Naudal com os Confirmandos:

Jacques Júnior e Jacques(Missão Espírito Santo-Maringá) Odete, Alex e Érica(Paróquia de S. Lucas-Londrina)

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D.Naudal com os Acólitos Felipe Stein e Lhye Ohara Govea

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Almoço Comunitário Celebrando os Aniversários de D.Naudal, Revdo Anselmo e Josina Stein

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Aniversariantes do mês apagando a Vela(D.Naudal, Yukiko, Josina e Rev Anselmo)

 



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Irmãos e irmãs,
Paz e Bem!
Maio, mês da Responsabilidade Cristã findou há poucos dias, esperemos que tenha oportunizado um tempo de reflexão e aprofundamento do tema.

Junho, mês da Missão, iniciou mobilizando nossa IEAB com a Conferência Nacional de Lideranças e com sua assembléia máxima, o SINODO, celebrando os 120 anos de fundação de nossa igreja no Brasil e pelos 25 anos de ordenação feminina.

De quarta-feira, dia 02, até o domingo, dia 06 de junho, clérigos e leigos, enviados por suas dioceses e distrito missionário, mas um singificativo número de visitantes e  as representações da UMEAB e UJAB nacionais, celebramos, a cada inicio de manhã e final do dia, conduzidos por liturgias inspiradoras, participativas, criativas, emocionantes e desafiadoras, alegrando e tocando o coração e a vida dos presentes. Painéis, relatórios, trabalhos de grupo, relatórios diversos da Província, nos levaram a uma avaliação da vida da igreja até aqui, e a sonhar com a igreja que desejamos e queremos daqui para frente. O convívio e partilha entusiasta dos trabalhos de missão, da missão da igreja, fortaleceram ainda mais a convicção que temos de que tudo que se faz com “garra”, ousadia, abnegação e sob a inspiração do Espírito Santo, nos leva a aprofundamento e fortalecimento da comunhão com Deus e uns com os outros, a atitudes misericordiosas, solidárias, acolhedoras e inclusivas. Muito ainda temos que fazer pois “acolher e servir” são parte do ministério da igreja e devem perspassar todas nossas ações, devem ser evidentes e claras no que planejamos e realizamos, refletindo o que oramos e cantamos.


Espero que tudo  de bom vivenciados como Igreja Provincial, possamos de todas as maneiras possíveis fazer chegar a cada comunidade da nossa diocese, com a ajuda de todos e todas. Esperamos logo poder compartilhar os acontecimentos e decisões mais importantes da Confelíder e do Sinodo.

Também espero que o Trimestre Missionário seja uma oportunidade efetiva para cada uma de nossas comunidades para o fortalecimento da fé, do louvor, da oração, do ensino e do serviço, conforme definimos em nosso Planejamento Estratégico. O Trimestre, tem nos desafiado, já por vários anos, para uma mobilização especial e efetiva para que, num projeto especial de celebração e trabalho, cresçamos, na fé, no companheirismo, no convívio, no serviço e no testemunho, sem esquecermo-nos, logicamente, do crescimento também quantitativo. Oro para que nosso Trimestre possa se tornar, com o passar do tempo, uma realidade na vida diocesana.

No mais, convido a todos e todas a nos engajarmos no projeto provincial  “de volta à igreja”, conforme mensagem abaixo, do nosso Secretário Geral, Rev. côn Francisco de Assis, com as orientações e materiais que são encontrados no site provincial. Como poderão ver, é um projeto que já implantado em alguns países, se assemelha ao “Domingo do Pescador”.
Com meu abraço fraterno, minhas orações e bênção,
+Naudal

Povo de Deus da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, graça e paz.

O projeto “de volta à Igreja” não é novo no plano internacional. Já existe há seis anos na Igreja da Inglaterra e atualmente encontra-se espalhado por diversas jurisdições anglicanas e também em igrejas parceiras ecumênicas.

A proposta é muito simples: motivar o nosso povo a participar do projeto convidando pessoas amigas (sejam elas antigos membros da igreja, gente sem igreja ou pessoas que não professam a fé cristã) a comparecerem em suas igrejas no domingo, dia 26 de setembro de 2010. Os resultados são animadores. Várias igrejas apresentaram crescimento da ordem de 15% em sua freqüência ao participarem de atividades de cooperação como essas. É uma ótima oportunidade de mostrarmos os dons da nossa igreja e trazermos nossos amigos para conhecê-la.

Este website estará recebendo inscrições para equipes de implementação do projeto. Elas deverão ser compostas pelo(a) clérigo(a), mais três lideranças leigas de cada uma de nossas comunidades, e receberão instruções semanais do grupo de implementação do projeto. O material de divulgação e convites também já estão disponíveis nesta página.

Gostaria então, de convidar todas as nossas comunidades a se inscreverem e implementarem esta iniciativa de evangelismo, principalmente no ano em que celebramos tantas datas importantes na história de nossa Igreja, e pensamos em formas efetivas de implementar missão no nosso contexto.

Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

Secretário Geral da IEAB

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Revdo Côn. Francisco de Assis, D.Naudal Gomes e D.Renato Ratz na CONFELIDER

 



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Os bispos da IEAB emitiram carta pastoral aos delegados do Sínodo da Igreja reunida em Embu Guaçu- São Paulo/SP – 03 de junho de 2010. O texto na íntegra segue abaixo:

 

“Não vos conformeis com as estruturas do sistema deste mundo, mas transformai-vos pela renovação profunda dos vossos sentimentos e pensamentos, a fim de discernir qual é a vontade de Deus: o que é bom, o que é agradável a Ele, o que é perfeito.” Romanos 12,2

Ao Clero e a todo Povo da Igreja.

Saudações.

1. Nestes dias estamos vivenciando de modo muito particular o quanto é importante a experiência da história. É intensamente simbólico que a realização da Confelíder e do Sínodo se dê justamente na semana em que celebramos a vida das pessoas, pioneiras na missão da Igreja em nosso país há 120 anos atrás. Neste momento, estamos a celebrar a abertura do XXXI Assembléia Sinodal, e “Sínodo” quer dizer “caminhar em conjunto”, convergir na caminhada.

2. Enquanto pastores da Igreja rogamos a Deus que nos mantenha nesse caminhar em conjunto como Igreja que celebra 200 anos da chegada das Capelanias Britânicas, 120 anos da presença de uma Igreja em missão junto ao povo brasileiro, e 25 anos da ordenação feminina.

3. O Sínodo inicia no contexto da semana da Santíssima Trindade. A Trindade é o núcleo central do mistério cristão. Para nós não importa simplesmente que seja UM Deus. Importa, sobretudo confessar que o princípio último de todos as coisas não é solidão, mas COMUNHÃO. Na ponta extrema do Ser deparamo-nos com a relação entre diferenças eternas, irredutíveis que, no entanto, se harmonizam em plena unidade. Para nós, as relações são o dinamismo fundante da realidade.

4. O Deus Trindade é o princípio e o modelo de toda a realidade. É por isso que somos pessoas, seres cujo nome e identidade se forma a partir e mediante relações. É por isso que se tem de renovar em nós a consciência e a responsabilidade da comunhão – pensemos na Igreja como Corpo do Filho, e de solidariedade – pensemos na compaixão por todos os seres do universo. A festa da Trindade é o mistério que dá inefável profundidade a nossa festa da família e da comunhão eclesial que deve transbordar em solidariedade universal.

5. A dinâmica da vida é comunhão, individualismo, separação, é pecado e morte. O Sínodo é para avivar em nós, experimentar esse sentimento. A Confelíder nos convida a viver a Mística da Missão, nos chama a acostumar-nos com esse Deus para, assim, atuar em seu nome.

6. Neste momento histórico da festa da Igreja, recordamos hoje em grata memória, o testemunho, a vida e a paixào missionária de Lucien Lee Kinsolving, que junto com James Watson Morris veio para o Brasil, e somos gratos a Deus pela vocação missionária do Seminário de Virginia. Recordamos a presença e serviço da diaconisa Marie Packard. Nesta semana damos graças a Deus por quem abriu os caminhos da missão na Igreja do Brasil. Por essas pessoas tivemos a geração em Cristo, como diria o Apóstolo.

7. A Confelíder nos tem apontado rumos. Sentimos que Deus nos pede renovar a fidelidade as nossas raízes: reavivar o fervor missionário. TODO O POVO da Igreja deve ser chamado ao serviço de Deus, na variedade de dons e ministérios. Para isso, é preciso aprofundar sempre mais a espiritualidade, a mística da missão como participação na missão de Deus mesmo: voltar à Bíblia em nosso contexto de vida para assimilar sempre mãos, os critérios do Evangelho ate chegar “a carregar em nosso corpo as marcas de Jesus”(Gl 6,17).

8.Temos de ser sempre mais um povo preparado para participar e fortalecer a vida comunitária e responder, em nome de Cristo, aos desafios da sociedade pela diaconia sociopolítica. Do mundo, da criação e da história, nos vem a interpelação no que “o Espírito diz à Igreja”.

9. O texto de Romanos 12,2 deve ser nossa guia: “Não vos conformeis com as estruturas do sistema deste mundo, mas transformai-vos pela renovação profunda de vossos sentimentos e pensamentos, a fim de discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que é agradável a Ele o que é perfeito”.

11. Quando nos lemos os escritos de São Paulo, muitas vezes podemos enumerar muitas controvérsias que tanto na Igreja como fora dela foram suscitadas em torno de sua figura. Porém, podemos reafirmar as palavras de Oscar Cullmann que o assinalou como o profeta dos últimos tempos. E sua vida ficou absorvida no compromisso da fé.

12. Ao considerar o conjunto da vida do Apóstolo e suas cartas, parece-nos que sua experiência está vinculada à vivência determinante de assumir a fé como compromisso total, como projeção global da vida na qual se empenha até o último esforço. Ele organiza seu mundo a partir de um amor abarcador: que tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

13. O grande Apóstolo, modelo de missionário, se manifesta em suas cartas como um homem apaixonado pelo que faz, que está entregue a sua missão, cujo alcance inclui a conversão de pessoas, passando pela edificação de comunidades até atingir a transformação de sociedade. É que para ele o limite é o mesmo da obra de Deus, a criação inteira, como vemos em Romanos 8, onde a obra da Salvação é a própria consumação do universo, e se revela em sua própria estratégia missionária. É um convicto do compromisso da fé, que o arrasta com força e determinação. De outro lado, é um homem consciente de seu mundo, dos problemas das pessoas, sensível às dificuldades que surgem da vivência da fé no meio de uma cultura idólatra, estranha, imperial, absorvente.

14. É essa qualidade de compromisso da fé que nos é oferecida como chave interpretativa. E como tal precisa ser assumida como ponto de partida de nossa própria experiência de “transformação” e não de “conformação”.

15. Se temos o encargo de anunciar e praticar na terra os valores do Reino dos Céus – dignidade, solidariedade, justiça e paz , o mundo a nosso redor nos desafia como provocação radical. Os mais recentes indicadores a respeito da evolução da pobreza global revelam uma crescente desconexão entre o que o mundo poderia ser e o que realmente é. Em grande medida, a maior fragilidade da governança global conduzida pelas nações ricas , durante as duas últimas décadas, tem apontado para maior polarização social entre riqueza e pobreza.

16. Nunca dantes, desde 1929, uma crise financeira havia causado tantos danos à economia real, às pessoas trabalhadoras, às famílias e à sociedade em geral. A crise de 2008, que custou trilhões de dólares, tem deixado mais de 50 milhões de pessoas desempregadas ao redor do mundo.

17. Aqui na cidade de São Paulo, onde agora mesmo se dá nossa reunião, pesquisas indicam que nos últimos 10 anos o número de pessoas morando nas ruas aumentou em 57%, esse número hoje representa mais de 13 mil pessoas morando nas ruas.

18. Essa profunda e prolongada crise mundial do capitalismo, combinada com o retorno do ciclo conjuntural recessivo (desemprego, renúncia a impostos para estimular a produção…), aqui aberto desde setembro de 2008, conforma, em última instância, o pano de fundo da situação política nacional e a movimentação das classes sociais e dos partidos, definindo o rumo das eleições de 2010.

19. Não podemos esquecer que já não nos é permitido falar de justiça social sem voltar a atenção para a gravidade da problemática que atinge o meio ambiente. O corpo das pessoas está gravemente ferido ( violência e degradação) também porque o “corpo”da Mãe Terra está à beira de entrar em agonia. Já não só a Igreja Cristã, mas a ciência nos chama à conversão: ou mudamos de atitude e de modo de vida, ou perecemos com a vida do planeta.

20. A reação do povo indígena Kayapo à autoritária decisão de construir a Hidroelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, não deve ser para nós exemplo inspirador de crescente compromisso com a defesa do meio ambiente, defesa do equilíbrio vital da criação divina?

21. A Missão é criadora, reconciliadora e transformadora , pois é ação de Deus, que flui da comunidade de amor, fundada na Trindade, revelada a toda a humanidade na pessoa de Jesus e confiada ao contínuo e fiel testemunho do povo de Deus pelo poder do Espírito Santo. (João 20,21-23)

22. É urgente abrirmos nossa visão para o horizonte da missão transformadora e cantar um cântico novo, nossa vida inteira em adoração, nosso “corpo como sacrifício vivo” (Rm 12,1-2)
Cantai ao Senhor um cântico novo;
Cantai ao Senhor toda a terra;
Cantai ao Senhor, louvai o seu nome;
Falem da sua salvação dia a dia (Salmo 96,1-2)

23. Acolher e Servir em amor é o horizonte em direção ao qual devemos caminhar, na peregrinação ao Monte do Senhor. Não são, porém, idéias que nos movem a agir, por mais lúcidas e belas que sejam. É por paixão que nos movemos: “O zelo pela tua casa me consome como fogo”, dizia Jesus (Jo 2,17)

24. A Missão é escuta de uma voz que nos envia em Seu Nome (cf. Ex 3,7-10; Is 6,8). A tarefa é Evangelizar, mediante gestos e palavras, anunciar o julgamento de Deus sobre nós e esta sociedade de opressão, e proclamar a Boa Nova de que outro mundo é possível. O caminho, o método, é o Serviço (Diaconia), mediante o qual se revela e se exerce o explosivo poder da Cruz (cf. I Co 1,17-25). “O amor de Cristo nos arrasta com urgência”( II Co 5:14)

25. O marco de direção está claro a nossa frente: Inclusividade, porque o coração de Deus não tem fronteiras; visão profética, porque Deus enxerga sempre para além do que já esta determinado; transformação, porque a Palavra de Deus é eficaz, plena de vida (Jo 1,1-5), por isso redentora e recriadora.

22. Em meio às incertezas do presente século, temos na fé todas as razões de nossa esperança ( cf. I Pedro 3,15)

Que Amor de Deus nos UNA;
Que a Alegria de nos INSPIRE;
Que a Paz de Deus nos ENVOLVA;
Que a Coragem de Deus nos SUSTENTE.
E que para isso desça sobre nós
Bênção de Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo, hoje e para sempre ““.

++ Mauricio, Primaz, Brasília
+ Jubal, Santa Maria
+ Orlando, Porto Alegre
+ Naudal, Curitiba
+ Sebastião, Recife
+ Filadelfo, Rio de Janeiro
+ Saulo, Belém
+Renato, Pelotas
+ Roger, São Paulo

+ Clovis, Emérito

+ Almir. Emérito

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A reafirmação dos valores do profetismo, do compromisso social e da corresponsabilidade dos cristãos diante da realidade sócio-político-econômica, foi o tema central da sessão de abertura do XXXI Sínodo Geral da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) e da Confelíder (Conferência de Lideranças), realizada no Recanto Bethania, uma casa de retiros no município de Embu-Guaçu, na região sul paulistana. Participam dessas assembléias – Sínodo e Conferência – onze bispos, presbíteros e teólogos da IEAB, integrantes do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) e do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI) e do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), com sede em Genebra. Estão também participando desses eventos, delegados de todas as Dioceses do País.

Um aspecto destacado nas reuniões em Embu-Guaçu é a igualdade de participação entre homens e mulheres. Nesse ano, a Igreja comemora o vigésimo quinto aniversário da ordenação de mulheres, uma mudança que provocou muita polêmica e que vem se impondo com o tempo.

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Missão

O mapeamento da atual conjuntura brasileira, também foi debatido, com a participação do sociólogo Anivaldo Padilha, da cientista social Mara Luz e do Bispo Primaz da IEAB e Bispo de Brasília, d. Maurício Andrade. Nos debates, após esse painel, foram analisados, como desafios à Igreja, os problemas da violência urbana, do desencanto da juventude e dos efeitos de políticas econômicas excludentes, além do avanço do individualismo e do consumismo.

Em sua participação no debate, o Bispo Primaz reafirmou o compromisso da IEAB com a transformação da sociedade, numa dimensão chamada, em termos religiosos, de profetismo; com a renovação das atividades missionárias da Igreja, numa perspectiva de não-proselitismo.

À noite, os participantes debateram, em grupos, duas questões: quais os aspectos a terem prioridade na atual fase da vida da Igreja e se a IEAB já realizou integralmente a sua missão. Um dos grupos, por exemplo, propôs à IEAB que volte a priorizar a teologia do laicato. Nesse sentido, foi relembrado um dos pontos da carta de Lutero, que consagra a doutrina do sacerdócio universal de todos os crentes. Os grupos destacaram também a importância da mística e a valorização do trabalho dos primeiros missionários no Brasil. Com o tempo – disseram – como acontece com todas as instituições – a Igreja passou a viver um processo de burocratização de seu carisma. E essa mudança reforçou a estrutura vertical eclesiástica, um dos pontos centrais criticados pela Reforma Luterana. No Cristianismo, a IEAB é uma das denominações que mais avançaram no processo interno de democratização.

Como destacou, hoje, d. Maurício, a principal característica pastoral da IEAB é o seu esforço para promover a inclusividade, termo da teologia anglicana que é sinônimo, na linguagem laica, da inclusão social, econômica, política e cultural.

Desafios

  Os participantes da Confelíder debateram vários aspectos da conjuntura pós-moderna que afetam a atividade missionária da Igreja. Esse é o caso do individualismo exacerbado, do consumismo sem limites, da transformação da mulher em objeto de consumo, na violência crescente, na erotização precoce e na continuidade da exclusão social. Na quinta a  noite iniciou o XXXI Sínodo da IEAB com caráter deliberativo.

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No dia de Corpus Christi, a Confelíder 2010 continuou suas atividades com uma procissão, a Procissão das Beatitudes, em direção à Gruta do Cristo, no Recanto Betânia/SP. Durante a procissão, foram feitas as estações das Bem-Aventuranças. Na concentração diante da Cruz, cada um refletiu acerca de qual bem-aventurança mais tocou e desafiou sua vida, e confidenciou aos presbíteros que ao ouvir, devolviam a décima bem-aventurança. A procissão encerrou-se no local de origem, com relatos dos desafios, resgates e sonhos para a IEAB, refletidos por grupos no dia de ontem.

Ainda pela manhã, houve três painéis apresentados respectivamente por D. Jubal, sobre o tema As marcas da Missão, pela Revda. Lucia Dal Pont Sírtoli, sobre o tema Bíblia e Missão, e pela Ass. Social Maristela Letzow Silva, sobre o tema Experiência leiga na Missão. Recordamos e reafirmamos a importância das marcas da missão para a vida da Igreja em todos os seus níveis. Também fomos impactados pelo testemunho missionário na área da diaconia, realizados pela Diocese Anglicana de Pelotas, por meio do Projeto Ciranda.

Durante a tarde, a Confelíder se reuniu em grupos divididos por Áreas Provinciais. A partilha de experiências, dificuldades, desafios, sonhos e projetos foram abordados por todos os participantes, leigos e clérigos, a partir de nossas experiências culturais, sociais e eclesiais de cada região geográfica de nosso país. Foram apresentadas recomendações e comprometimentos dos participantes à plenária com a mediação do Bispo Primaz D. Maurício Andrade, que “costurou” todos os relatos, dentro do “espírito” do encontro, que nos desafia a uma igreja acolhedora e servidora de todas as gentes.

Destacamos a presença de nossos visitantes Edison Costa, secretário executivo do CEBI/RS e de Karla Ávila, assistente para a América Latina e Caribe do ERD (Episcopal Relief and Development) que transmitiram seus sentimentos e reações aos temas propostos pelo aprofundamento e reflexão, retificando o desejo de fortalecimento das parcerias na missão de Deus para a IEAB, ambos fazendo uma avaliação muito positiva da Confelíder 2010.

Liderança Leiga para a Câmara de Clérigos(as) e Leigos(as)

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D. Jubal (bispo sênior) e sra. Selma Rosa (presidente da Câmara de Clérigos e leigos), em sessão que fará as eleições provinciais.

Na sexta pela manhã, iniciou a primeira sessão do XXXI Sínodo da IEAB. Após atos protocolares de praxe da assembléia, foram divididas as câmaras de Bispos e Clérigos e Leigos. Foram salientadas a necessidade do maior protagonismo na liderança da IEAB por leigos. Também destacaram-se entre os delegados, o anseio por uma futura divisão tricameral do Sínodo. Foi eleita nesta manhã, a sra. Selma Rosa, da Diocese Anglicana de Curitiba, postulante e professora, para a presidência da Câmara dos Clérigos e Leigos, sucedendo o sr. Presidente Revdo. Luiz Alberto da Diocese Anglicana de Brasília. Foi aprovada a criação de uma comissão para assessorar a presidência desta casa, composta por um clérigo ou leigo de cada diocese, para serem contatos permanentes. A sra. Presidente Selma, terá além da função de representação, a função de coordenação dos interesses desta casa. A Câmara dos bispos encaminhou à recondução da função de Custódio do Livro de Oração Comum o nome do Revdo. Dessórdi Peres Leite, da Diocese Meridional, em doutorado nos EUA. A Câmara de Clérigos e Leigos homologou o encaminhamento da Câmara dos Bispos, sendo reconduzido à função o Revdo. Dessórdi.

Rev. Josué Flores(Membro do GT-Comunicação da IEAB)

 



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         A visita pastoral de D. Naudal a Foz do Iguaçu neste final de semana (21 a 23 de maio de 2010) foi marcada por uma bela celebração que coincidiu com a Festa de Pentecoste. Nesta oportunidade D. Naudal confirmou o Sr. José Carlos Bueno e seus três filhos (Emanuel, Isaac e Mel) foram batizados.

         D. Naudal veio acompanhado com o Rev. Roberto Negreli e a comunidade de Foz do Iguaçu demonstrou seu carinho e gratidão a Deus por todas estas bênçãos, acolhendo, hospedando, participando da celebração, doando-se com seus dons e serviço e oferecendo um delicioso jantar após a celebração.

         Que Deus continue abençoando e fortalecendo a vida e o ministério de D. Naudal A. Gomes, bem como as famílias da Paróquia de Santo Agostinho de Cantuária.

 

Foz do Iguaçu, 23 de maio de 2010.

Revda. Elisete Sandra Nunes

Diocese Anglicana de Curitiba

Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

        

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