CLAMOR

Desde o Domingo da Trindade, a Paróquia São Paulo Apóstolo começou uma campanha interna de clamor em favor da Igreja de Cristo: por toda a Igreja e particularmente pela Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e a Comunhão Anglicana.  Por que a comunidade decidiu isso? Uma reflexão no Pentecostes sobre o estado da Igreja no mundo e, particularmente no Brasil, levou-nos reconhecer a necessidade de – mais que uma intercessão – iniciarmos um clamor.

CLAMAR é o ato de manifestar diante de Deus a nossa indignação e a nosso completo desacordo com a realidade que vemos! e é manifestação de compromisso em OUVIR o SENHOR e OBEDECER À SUA VONTADE! Para compreender o conceito de clamor, sugiro meu artigo no blogue da Paróquia São Paulo Apóstolo, “Clamor!”.

É momento de deixarmos os ufanismos, as ilusões e reconhecer que a Igreja Cristã no ocidente está perdendo o senso de identidade e de missão concreta, como um barco sem rumo claro… a cada tempo surgem e desaparecem modismos teológicos e ideológicos; a tendência da Igreja é navegar (surfar) na onda do momento. Em meio às grandes negociatas da venda de bênçãos, da tentação do sucesso rápido e da nossa incapacidade de mudar nossos paradigmas, a Igreja Cristã Ocidental está sofrendo de uma gravíssima perda de identidade e de sentido de Missão realmente obediente ao mandato do Senhor.

Limitando-me ao Brasil e à Igreja onde vivo minha fé em comunidade (congregação e denominação) tenho refletido sobre o atual estado dessa Igreja e partilhado isso com a comunidade aos meus cuidados pastorais, com companheiros e companheiras de ministério e lideranças em todo o Brasil. Surpreende-me o fato que, ao partilhar meus temores e indignações, vejo muitas dessas pessoas manifestarem os mesmo sentimentos, preocupações e mesmo indignações!

Acontece que a Igreja está se tornando anacrônica em relação ao caminhar da sociedade. Ao afirmar isso, não estou propondo que a Igreja se deixe levar pelos rumos da sociedade, mas que deve reconhecer tais rumos, fazer uma avaliação à luz do Evangelho e agir profeticamente de forma adequada e eficaz. Para agir de forma profética e com eficácia, a Igreja necessita adaptar-se ao tempo presente, mudar sua própria visão do mundo e sua auto-compreensão. Hoje os desafios para a Missão e para a Presença da Igreja no mundo são outros! Exigem novos métodos de abordagem e análise, e de enfrentamento. Mais do que discurso teológico, é necessário que a Igreja reformule sua compreensão de si mesma, reveja os princípios eclesiológicos que determinam e justificam sua atual organização e sua administração, por exemplo, e até mesmo sua missão. É preciso que a Igreja tenha a coragem de reformar-se!

Nas últimas postagens neste blogue, abordei vários desses aspectos: “Romper paradigmas”, “Velhos paradigmas fantasiados de novos”, “Do poder e do penico”, além de outros mais antigos; portanto, não vou abordar tais aspectos. Neste artigo quero colocar mais um aspecto, o aspecto institucional da Igreja.

A Igreja, todas as Igrejas (denominações) são instituições sociais, estão presas e dependentes dos movimentos da sociedade humana. É um erro teológico pensar a Igreja apenas como o Corpo de Cristo sem levar em consideração que – sendo uma organização formada por pessoas – a Igreja é também uma instituição social, participa da sociedade e sofre os reveses e os avanços da sociedade onde está inserida.

Como qualquer organização, a Igreja necessita ser administrada e bem administrada se quiser continuar existindo. É de grande ingenuidade pensar que a Igreja é diferente de uma empresa ou de qualquer outro empreendimento. A Igreja, como as empresas e qualquer outra instituição, deve ser administrada dentro de parâmetros técnicos adequados que permitam exercer seu papel na sociedade e cumprir sua missão. A Igreja, como qualquer organização humana, deve ser capaz de gerir e bem seus recursos, sejam eles humanos, financeiros, patrimoniais e espirituais. Na complexidade do mundo hoje, gestão não é improvisação, mas ação profissional, exige conhecimento técnico, e não pode ser exercida apenas pela boa vontade de pessoas sinceras e honestas, mas amadoras, que dedicam seu tempo voluntariamente para isso. O clero não é preparado para isso, por exemplo (aliás, tem sido tão mal preparado, que nem mesmo sei se consegue dar conta dos desafios pastorais que enfrentamos – e não falo exclusivamente da IEAB!), e o laicato muitas vezes é alijado da administração ou se limita a pessoas de boa vontade, nem sempre com o conhecimento técnico adequado, e que atuam voluntariamente.

Já vi, em várias ocasiões, opiniões técnicas bem fundamentadas serem recusadas pelas lideranças institucionais da Igreja sob o argumento que “Igreja não pode ser assim, Igreja não é empresa”, para justificar certas decisões administrativas totalmente insensatas e que com o tempo mostraram resultados nefastos e enormes prejuízos para a instituição… Acontece que Igreja é uma empresa sim, uma instituição, está assentada neste mundo, mesmo sendo uma “empresa de Deus”.

Gostamos de representar a Igreja como “rebanho de Cristo”, quem, aliás, têm muitas fazendas… somos chamados a cuidar do rebanho do Senhor, COM O SENHOR, mas muitas vezes deixamos de OUVIR  a voz do dono… rebanhos, fazendas, precisam ser bem administrados…  Ou então gostamos de pensar a Igreja como “A Barca de Pedro”, esquecendo que Pedro era pescador profissional, sabia navegar e conduzia seu barco com técnica adequada e prudência mas quando o Senhor lhe mandou jogar as redes para o outro lado, ele deu ouvidos e fez o que o Senhor falou! (cf. João 21.4-6).

Não serão nossos planos amadores mirabolantes, muitas vezes desesperados, que salvarão a Igreja de Cristo. É preciso dobrar  o o joelho e clamar para que o SENHOR DA IGREJA a reforme plenamente!

“Renova Senhor a Tua Igreja, começando por nossa Congregação, nossa Diocese, nossa Província!”. Esse tem sido o brado que estamos orando na São Paulo Apóstolo.

Convido você a unir-se à nós. Se você não é episcopaliano, faça isso pela sua denominação. Ela também está ficando à deriva!

Visite o blog do Rev. Caetano: 

Pirilampos e Pintassilgos

 Pequenas luzes, simplicidade 



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IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL

(1º/06/1890 - 123 no Brasil, adorando, servindo, celebrando)

Diocese Anglicana do Paraná - 2003/2013 - 10 anos em Missão!

                                                                                          Igreja a gente vive com Paixão!

Curitiba, junho de 2013

Irmão e irmãs,

Separamos, faz algumas décadas o mês de JUNHO como o mês de Missão. Em diferentes momentos desse tempo, atividades especiais foram desenvolvidas, celebrações, ações missionárias, semanas de orações, encontros semanais nas residências, dramatizações encenando momentos destacados da história da IEAB em vista de que fosse um tempo significativo para todos nós.

Chegamos a mais um 1º de junho, mais um aniversário da IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL, são 123 anos de presença, testemunho, adoração e serviço ao povo brasileiro.

Façamos do mês de Junho, um mês especial para nossas comunidades, destacando a cada domingo o trabalho dos nossos pioneiros, os mais antigos e os que atuaram na história recente. Há muitos irmãos e irmãs em nossas comunidades que são a memória viva da história da igreja. E ainda, podemos encontrar um belo registro da nossa história em alguns livros de história da IEAB.

Lembro com alegria e emoção os acontecimentos no Seminário de Virginia, nos USA, que, num ambiente de reflexão teológica, estudo, oração, professores, alunos, familiares e membros da igreja, fundaram uma sociedade missionária, enviando jovens recém formados e ordenados para o oriente e depois para o Brasil e diferentes países da América Latina.

O belo templo do Seminário de Virginia, registra em seus vitrais momentos especiais de passagens bíblicas atualizadas lembrando o compromisso missionário assumido por eles. O templo expõe também uma placa comemorativa lembrando a presença de Morris e Kinsolving, jovens clérigos missionários daquele seminário, que celebraram o culto, no Brasil, em 1º de junho de 1890, na cidade de Porto Alegre.

O ambiente vivenciado naquela casa de formação – oração, reflexão, estudo, adoração, compromisso – resultou num renovado ânimo missionário, levando-os a buscarem recursos para poderem realizar seu sonho e projeto – ser uma presença missionária em outros continentes.

Especialmente lembremos nossa IEAB neste próximo domingo, 02 de junho, recordando nossos pioneiros, nossas marcas de Missão e nosso compromisso com o Reino. Que o novo ânimo dos estudantes e professores do Seminário de Virginia agora recordado seja um exemplo renovador e fortalecedor para todos nós, fortalecendo-nos para vivermos nossa Igreja com Paixão!

Com minhas orações e bênção,

 +Naudal

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• Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa (Lucas 7,1-10) - Edmilson Schinelo
O centurião pede que seu servo seja curado. Seria “vantajosa” a cura para que ele voltasse à condição de escravo? Que salvação seria essa? Que libertação lhe traria Jesus? Curar uma pessoa para devolvê-la à escravidão do império? 
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• Carta denuncia terrorismo de Estado contra povos indígenas
Carta emitida pelo 4o Seminário da 5a Semana Social Brasileira (SBB), reunido em Brasília dias 20 a 22 de maio, pede a refundação do Estado brasileiro através de uma reforma política, da democracia direta, de medidas de democratização do Judiciário, de reforma urbana, agrária, tributária e da regulamentação dos meios de comunicação.
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• Espiritualidade cristã exige uma Igreja mais samaritana
Delegadas, delegados, assessores, convidados regressaram a seus lares, depois de uma semana de debates na VI Assembleia Geral do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), reunido nesta capital de 20 a 25 de maio, levando uma cruz no peito, feita de restos de madeira das moradias destruídas no ano passado pela passagem do furacão Sandy pela Ilha. 
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O Conselho Diocesano reuniu-se no sábado 25, na Paróquia da Ascensão, para reunião agendada no concilio. Foi escolhido para a Presidência o Rev. Luiz Carlos Gabas e para secretário o Sr. Wesley Vergara e Sra. Esther Ono como segunda secretária.

Além da aprovação das Atas das últimas sessões conciliares, foram analisadas e encaminhadas as decisões do Concilio, acompanhamento que será efetuado passo a passo, em vista da avaliação continua, do monitoramento e dos resultados alcançados. Para tanto, o Conselho Diocesano reunir-se-á trimestralmente. Utilizando a oportunidade das reuniões para visitação às comunidades e sempre que for possível, no acompanhamento do bispo nas visitas pastorais. a próxima reunião será em Cascavel nos dias 14 e 15 de julho e reunião de Guardiães e Tesoureiros paroquiais, também em Cascavel.

O Conselho Diocesano, teve sua atribuição ampliada para atividades administrativas/financeiras/pastorais/missionária, acompanhando todo o trabalho da diocese através das comunidades e das diversas pastorais. Para esse fim o grupo do Conselho é acrescido do Bispo, da Secretaria Diocesana, que conta com o trabalho do Rev. Josué e do Tesoureiro Diocesano.

Flashes da reunião do conselho Diocesano, fotos abaixo. 

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Flashes do belo templo da Ascensão, com frases motivadoras para Pentecostes e Trindade

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Igreja Episcopal Anglicana do Brasil - Diocese Anglicana do Paraná

Agenda/Calendário Diocesano 2013

Igreja a gente vive com paixão!  Seja humano. Seja cristão. Seja anglicano.

Acesse aqui:images.jpg



…mas recebereis  o poder do Espírito Santo

que virá sobre vós, para serdes minhas testemunhas

em Jerusalém, por toda Judéia e Samaria,

e até os confins da terra.

Atos 1,8

 

 

 

Neste Pentecostes, somos lembrados novamente de que a Páscoa de Jesus não termina. Continua com energia e vigor para que nossas vidas sejam plenas e completas. Deus conosco que permanece conosco. Seu Espírito de perturbação e desarrumação paira sobre nossas cabeças como lembrança da missão para a qual somos convocadas/os.

A celebração de Pentecostes é a memória fundamental e a afirmação máxima em nossa tradição espiritual, teológica e pastoral de que o diálogo e a permanência no diálogo é destino último, mas é principalmente caminho, método, jornada. O jeito como lidamos com os acontecimentos da vida é expressão da nossa espiritualidade e fé.

Em Atos 2 temos um testemunho de que a diversidade é não só possível mas é o desejo de Deus, que permitiu que cada um falasse sua própria língua no episódio da torre de Babel, e agora permite que todos escutem e entendam em sua própria língua a mensagem de unidade, amor, ternura e compromisso do Evangelho. Ir ao encontro do outro onde ele está e entrar em seu universo é desafio permanente para nossa missão e nossa presença como sacramento de Jesus aqui e agora.

A força do Espirito Santo vai para além de qualquer descrição possível . O Espirito é vento forte que renova, transforma e cria novo tempo, nos trazendo nova vida nos oferecendo nova energia.

A Igreja de Jesus é chamada a cada dia a manter viva a chama do Espírito para que a missão nunca esfrie, mas também o vento impetuoso que desarruma o que está confortável e nos impulsiona para fora de nosso centro, nos torna ex-centricos, como o samaritano na estrada que percebe, se aproxima, toca, cuida, comparte recursos, agrega mais gente no serviço (diaconia) para a vida e se oferece como sacro-ofício para o futuro (pode-se contar com ele).

A Igreja de Jesus é chamada a manter a diversidade e a aprender a dialogar sempre, mesmo no sofrimento e na incompreensão, a fim de que a salvação (o cuidado, a cura, a ternura) seja compreendida e experimentada por todos

Convoco a Igreja a se deixar mover pelo Espirito Santo e nos deixar impulsionar por esta força interior que move nossas vidas e ações, que nos mantêm constantes apesar das  turbulências  e perseguições,  que renova o compromisso e nos mantêm na esperança da Missão que é de Deus.

Convoco a Igreja a nos deixar mover pelo Espirito Santo, envolvendo-nos no movimento de oração da Semana do Pioneiros da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, 02 a 09 de junho de 2013.

Neste momento da Festa de Pentecostes, quero agradecer à Igreja pelo apoio e suporte nestes sete anos que tenho servido como vosso Bispo Primaz, e rogo a Deus que desde já estejamos unindo-nos em oração pelo Sínodo 2013, no qual será eleito um novo Bispo Primaz para a Igreja.

A Festa de Pentecostes é uma nova oportunidade de renovação da vida da Igreja que se faz comunidade na Oração, no partir do pão, e no serviço a todas as pessoas.

Que este vento impetuoso nos mova para caminhos novos, porque o Espírito do Senhor está sobre nós e nos envia.

 

Vem Espirito, Vem!

Brasilia, 19 de maio de 2013.

+ Dom Mauricio Andrade, Bispo Primaz

 

 

 

 



Na semana em lembramos o dia das mães, antes da distribuição das frutas, verduras e legumes que ocorrem quinzenalmente na paróquia, foi realizado um momento de oração no templo, com cânticos, orações, leitura bíblica e bênção, especialmente pela passagem do dia das mães. Após, houve confraternização com sucos e bolos aonde as mães receberam um lembrancinha da comunidade.

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Sinais de Esperança e Mobilização na DASP

Foi anunciado oficialmente pelo Primaz Dom Maurício Andrade, bispo pró-têmpore da Diocese Anglicana de São Paulo-DASP, as convocatórias para a realização do 47º Concílio Ordinário e Concílio Extraordinário, que ocorrerão na cidade de São Paulo, entre os dias 09 a 10 de agosto de 2013. O Concílio Extraordinário foi convocado especificamente para proceder a eleição do próximo bispo diocesano devido a ação anulatória em novembro de 2012.

 

Preparativos

Foram convidados clérigos arrolados canonicamente na DASP e delegados (as) leigos (as) de aproximadamente 13 Paróquias e 01 Missão de todo o estado de São Paulo.

Todas as comissões diocesanas prestarão seus relatórios sobre o estado atual da DASP. Foi nomeada umaComissão de Assuntos Financeiros, formada por especialistas, para apresentar um relatório minucioso do financeiro/administrativo diocesano. Integram a Comissão, o Sr. Marcos Yuba (Paróquia São João), a Sra. Magali Kimpara (Paróquia de Santo André-Campinas) e a Sra. Cecília Vergara (Paróquia da Santíssima Trindade).

O Bispo Primaz nomeu a Reverenda Carmen Kawano para a Secretaria Diocesana e igualmente anunciou os atuais integrantes do Conselho Diocesano:

Reverendo Dr. Pedro Triana (Presidente do Conselho/Paróquia da Santíssima Trindade), Sr. João Francisco Esvael (Paróquia da Santíssima Trindade), Reverenda Valéria Silva (Paróquia São João), Sra. Ivi Carvalho (Paróquia Santo André Campinas), Reverendo José Gonçalves (Paróquia Santa Lídia/Paróquia Cristo Salvador), Sr. Rodrigo Abreu (Paróquia Santa Lídia), Reverendo Mário Ribas (Paróquia Cristo Rei) e Sra. Tania Lara (Paróquia São Lucas).

Agenda

Dom Maurício Andrade propos uma agenda inédita para a Diocese que procura envolver o clero e povo na preparação para os próximos concílios:

  • 02 a 09 de junho: Semana de Oração dos Pioneiros da IEAB a ser observada em todas as paróquias e missões da DASP em preparação aos próximos concílios;
  • 13 de julho: Encontro Diocesano dos Primeiros Guardiões e Tesoureiros e,
  • 15 e 16 de julho: Retiro Espiritual do Clero e dos Leigos com o Frei Marcelo Barros

Leia na integra em: http://sn.ieab.org.br/2013/05/15/sinais-de-esperanca-e-mobilizacao-na-dasp/



Pesquisa global visa preparar anglicanos para se envolverem em Comissões de Verdade e Reconciliação

 

By ACNS

 

Arcebispo emérito Desmond Tutu elogia a “iniciativa interessante e promissora”.

 

A Rede de Justiça e Paz da Comunhão Anglicana (APJN) lançou uma pesquisa em todo o mundo para reunir a experiência de anglicanos e episcopais que tomaram parte em comissões de verdade e reconciliação nacionais ou locais.

 

O objetivo é aprender com as contribuições anglicanas para os processos de reconciliação e verdade passados e atuais. As informações recebidas serão utilizadas para criar recursos e mecanismos para apoiar as igrejas da Comunhão, que possam se envolver nesse trabalho de reconciliação localmente.  Também irá identificar os anglicanos e episcopais que possam oferecer insights e conselhos.

 

A coordenadora  Sul-Africana da APJN,  Ms Delene Mark,  antecipa uma riqueza de informações a partir do levantamento da APJN que foi inicialmente direcionada aos Primazes  e Secretários Provinciais das 38 Províncias da Comunhão Anglicana, assim como os bispos de dioceses extra-provinciais.

 

“Nós já recebemos detalhes da participação Anglicana em processos de verdade e reconciliação associados a conflitos étnicos, escravidão e racismo, exclusão de pessoas em situação de pobreza das decisões tomadas sobre eles, e duas iniciativas nacionais voltadas para o legado da separação de crianças aborígines de seus pais “, disse ela.

 

” O bispo Terry Brown, membro da APJN, pessoalmente envolvido com a  Comissão de Verdade e Reconciliação das Ilhas Salomão, apontou que desde 1970 houve quase 90 atividades relacionadas à Comissões da Verdade em todo o mundo na seguindo períodos históricos ou recente de conflito armado e as principais violações de direitos humanos. Agora é um bom momento para olhar para o que temos aprendido e discernir os mecanismos e recursos para construir e apoiar a participação das nossas igrejas em seus próprios contextos. “

 

A iniciativa foi bem recebida pelo arcebispo emérito da Cidade do Cabo, Dr. Desmond Tutu, que presidiu a Comissão da Verdade e Reconciliação da África do Sul ao final do apartheid em seu país.

 

“Esta é uma iniciativa interessante e promissora”, disse ele. “Os processos de Verdade e Reconciliação são complexos, mas eles são um meio vital de trazer plenitude, cura e paz a um mundo onde muitas das profundas feridas do passado previnem toda a família humana de aproveitar a vida abundante.

 

“Temos uma quantidade enorme a aprender com o outro.  Juntando o que já descobrimos vai nos encorajar e equipar-nos a fazer mais este trabalho de libertação e de vivificação”.

 

O Primaz da Igreja Anglicana do Canadá, o Revmo Fred Hiltz, também aprovou a iniciativa da APJN. “Como povo de Deus, que promete em seu batismo de respeitar a dignidade de cada ser humano e lutar pela justiça e pela paz entre todos os povos, temos uma solene obrigação de apoiar o mandato das Comissões de Verdade e Reconciliação.

 

“O trabalho de abordar injustiças históricas e seus legados horríveis requer um profundo compromisso com o passar do tempo, às vezes um tempo muito longo. É preciso ter coragem para ouvir a verdade e seus anunciantes com reverência. Chama-nos para o duro trabalho de desculparmo-nos com a integridade. Nos chama a sermos  pacientes durante  tempo que leva para a este perdão ser aceito. Além destes momentos está a tarefa de restaurar as relações corretas e justas e, em alguns casos, perdoá-los pela primeira vez.

 

“A Igreja Anglicana do Canadá está empenhada em apoiar o trabalho da Comissão da Verdade e Reconciliação do Canadá direcionadas ao legado do colonialismo e uma política histórica do governo federal de assimilação dos Povos Indígenas através Escolas Internas para Indígenas”.

 

Arcebispo Hiltz referiu-se à oração que acompanhou o tour de aborígenes e líderes da igreja, “Lembrando as Crianças † , por cidades canadenses realizadas em 2008 em preparação para a a Verdade e Reconciliação. “Há muito a aprender”, refletiu, “como nos atrevemos a sonhar com um caminho de reconciliação onde desculpas do fundo do coração levam à cura do Coração.

 

“Para as pessoas de fé, uma Comissão de Verdade e Reconciliação é obra do evangelho. Trata-se de um honesto chegar a um consenso sobre como um povo ou, em alguns casos, um número de povos, foi enganado através do sistema  político de outros povos. Vai ao mal do racismo e como eleva sua cabeça feia e mão enquanto um povo olha de cima para baixo para um outro povo e intencionalmente procura descartar sua história, reprimir a sua cultura e tradições da linguagem, e esmagar o seu próprio espírito e dignidade. O trabalho de uma Comissão de Verdade e Reconciliação é sobre dizer a verdade, arrependimento e renovação. É um trabalho duro nascido de uma forte esperança e sustentada por um compromisso permanente de caminhar juntos em novas e diferentes caminhos baseados em respeito e justiça para todos. “

 

Arcebispo Hiltz chamou o levantamento de APJN  de “forte sinal” do compromisso da Comunhão Anglicana com as Marcas da Missão, em particular a quarta marca: Transformar as estruturas injustas da sociedade, desafiar a violência de todos os tipos, e buscar a paz e a reconciliação.

 

http://www.aco.org/acns/news.cfm/2013/5/15/ACNS5391