Pastoral da Família - Educação Cristã: Aprendendo a ser como esses pequeninos.
Nesta última sexta-feira, 27 de agosto de 2010, a Comunidade São Pedro Apóstolo teve a felicidade de mais uma vez se reunir e dedicar alguns momentos voltados para a reflexão sobre a família. As crianças Giovana Camila, Mariana e Davi receberam com alegria, de suas cadeirinhas, colos, carrinhos de bebê ou mesmo do chão (onde o pequeno Davi preferia ficar), os outros amigos da comunidade: Iracema, Reverenda Carmen, Camila, Mara, Clóvis, Diogo, Mário, Marco, e, com especial alegria, nossos queridos amigos Reverendo Odilon e Bispo Dom Naudal. E foi recordando o desafio oferecido pelo tema proposto (Educação Cristã) que o Reverendo Odilon iniciou sua palestra, deixando na memória e no coração da Comunidade a felicidade que ele, como pai, pode partilhar conosco. Perguntou se é possível cuidar mais da família ou mais da Igreja, se é concebível ser um excelente pastor e um péssimo pai? Lembrou-nos da necessidade de equilíbrio: não há verdadeira contradição entre família e Igreja, pois toda pastoral significa cuidar de si (ou seja, do Indivíduo), da Família, na qual este nasce e é nutrido, e dos Outros. As imagens que o Reverendo Odilon trouxe refletiam as belas parábolas do Senhor, imagens do pai do filho pródigo, que, “expectante e procurante”, não perdeu a esperança do retorno do filho e, de seu pórtico, procurava na estrada a figura de sua criança que retornava. Lembrou-nos a cena do filho bom e do filho mau, aquele que chamado pelo pai para o trabalho, negou-se a ir, mas, depois, refletindo, foi, enquanto seu irmão, que prontamente dissera ao pai que cumpriria a tarefa, não foi. O pai nas duas histórias ali estava para todos os seus filhos, para sempre uni-los no amor. Somos pais de nossos filhos e pai dos filhos dos outros, foi o que docemente nos lembrou o Reverendo Odilon, e, se derramarmos generosamente nosso amor sobre nossos filhos não deixaremos de amar todas as crianças e jovens como nossas próprias crianças e jovens. Este é o amor Ágape, o próprio amor de Deus que, “expectante e procurante”, pois tem esperança e sempre procura em nós o que há de melhor, cuida de todos seus filhos e filhas. Porque é em Deus que procuramos o espelho em que refletimos nossa imagem de pai: não chamamos Deus de Pai porque Ele se espelha em nossa humana vivência de pais, mas nos chamamos de pais, porque vemos em nosso amor por nossos filhos e filhas, um reflexo do Amor Ágape, do próprio Amor de Deus. E, se este Amor for amplo e generoso será como o amor de mãe, disse-nos o Reverendo Odilon, relembrando como em seu ministério a Reverenda Carmen nos rememora que o Amor de Deus é ricamente o Amor do Pai e da Mãe. Há dureza e aspereza na paternidade e na maternidade, tribulações, preocupações. É uma missão a nós confiada por Deus,que também, como Pai, sofre com a divisão de seus filhos e encontra Sua alegria na união destes filhos. Por isto, devemos pedir a Deus o auxílio para nossas dificuldades com os filhos, inclusive para que os pais vençam o temor de algum dia faltar a eles. Devemos também aprender a colocar nossos filhos nas Mãos de Deus, pois nosso poder é limitado, mas Deus é Todo-Poderoso. O cuidar cristão, finalizou, é esta entrega dos filhos nas Mãos de Deus. O Bispo Dom Naudal também nos lembrou que uma das questões mais frequentes dos pais que trazem seus filhos para o batismo diz com a escolha da religião. Muitos preferem que seus filhos um dia, quem sabe, escolham sua religião. O Bispo Dom Naudal nos relembrou que tudo ensinamos às nossas crianças, que desenvolvem seus dons na convivência com os pais. Se é assim, por que não ensinarmos a fé em Deus, a fé cristã? Pois se não o fizermos a educação estará deficiente. Assim como nossas crianças aprendem a falar ouvindo-no a falar, também aprendem o caminho a Deus nos observando a rezar, por exemplo, antes das refeições, aprendem a amar a Bíblia ouvindo as histórias que lhes contamos. O Amor de Deus se torna visível no amor que damos aos filhos, nossos e dos outros. A Reverenda Carmen descreveu, por exemplo, como uma criança, bem menina ainda, em um encontro religioso orava por sabedoria, pelos seus pais, pelo caminho do bem, e Clóvis compartilhou como retomou o hábito das orações antes das refeições vendo como seu pequeno sobrinho também orava, dizendo “Deus, agradecemos pela comida. E também porque estamos com fome. Amém.” E assim é, educamos nossos filhos e somos surpreendidos pela pequena criança que sozinha tenta ler a Bíblia, que nos reensina a orar e que nos lembra que entregá-las nas Mãos de Deus é também ser levado pelas mãos por elas em direção ao Amor do Criador.
A Comunidade São Pedro Apóstolo agradece a bondosa presença do querido Reverendo Odilon, de nosso Bispo Dom Naudal e de todos os que estiveram em mais esse encontro da Pastoral da Família e que aprenderam, como nós, a se tornar um pouco mais como esses pequeninos.
(texto: Marco Aurelio S. Leão.Secretário do Conselho da Comunidade São Pedro)










